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domingo, 8 de julho de 2012

Ponte dos Almocreves e Estrada Mourisca

Depois de ter lido o magnífico trabalho de Pedro Soutinho sobre as vias romanas na nossa região, fiquei intrigado acerca do seu trajecto em território de Bruçó. Atendendo à toponímia, não foi difícil chegar lá, pois a "Estrada Mourisca" e a "Ponte dos Almocreves" não podiam deixar de estar relacionadas com o itinerário romano.
Assim sendo, e mesmo após um dia extenuante (apanha de batatas e visita ao castro de Bruçó, que documentarei no próximo post), não resisti em demandar a ponte. Com as indicações preciosas do amigo António Malgueiro, foi fácil encontrá-la.
Pelo caminho, encontram-se formações rochosas com uma configuração tal que custa a acreditar que aquilo seja obra exclusiva da Natureza. Apetece ficar por ali...
Como a foto documenta, a "Estrada Mourisca" tem troços quase impraticáveis. Mas, a vontade de ir até à ponte sobrepôs-se às dificuldades do trajecto.
E eis que chego à "Ponte dos Almocreves", que nada mais é que um pequeno pontão, composto por três lajes de granito, colocadas sobre um ribeiro que, nesta época está completamente seco.
A cerca de 50 metros da ponte encontram-se as ruinas do que terá sido uma estalagem medieval de apoio aos passantes (assim mo disse minha mãe e igualmente se deduz da leitura das Inquirições Afonsinas - vide, sobre este assunto, a obra de Maria Fernanda Maurício).
Já no regresso, mais um conjunto tão imponente quão belo.
Minha mãe confirmou-me que aquela "estrada" era usada com muita frequência, nos tempos de antanho, e que dava ligação, entre outros lugares, ao Pocinho. Posto isto, não restam dúvidas de que se trata da via romana (secundária) que atravessava esta zona e que Pedro Soutinho indica no seu mapa.

Fotos: Antero Neto.






quarta-feira, 16 de maio de 2012

Consequências da separação entre Estado e Igreja - 1911

Clicar na imagem para ampliar.

Com a implantação da República, em 1910, as relações entre Igreja e Estado sofreram alteração radical. Os padres foram apanhados na refrega. Eis aqui um interessante documento que diz respeito à concessão de pensão provisória ao "pároco encomendado" de Bruçó, Luiz José Netto, que perdeu rendimentos do "chamado pé de altar", por causa da aplicação da Lei do Registo Civil.

domingo, 8 de abril de 2012

Compasso pascal

Nas aldeias transmontanas não há Páscoa sem compasso. Bruçó não é excepção.
E como os sacerdotes católicos vão escasseando, recorre-se a mão-de-obra eventual.
No caso de Bruçó, tem sido o Gonzaga a assegurar a tradição. E tem desempenhado bem o papel. De tal forma que já conquistou o carinho dos locais.
E nas casas onde o cortejo entra, não falta de comer e beber (sendo que predominam o folar e o vinho tinto).
A festa envolve novos e velhos.
Fotos: Antero Neto.




domingo, 11 de março de 2012

Convívio gastronómico da Confraria das Casulas em Bruçó

Há quem tenha por hábito passear o cão. Nós gostamos de passear o reco...
Aqui está uma coisa de que nunca gostei, mas há quem aprecie muito: sangue de reco cozido.
O sr. padre Paulo fez questão de nos honrar com a sua presença, abençoando mais uma vez a Confraria das Casulas.
Alguns convivas.
Numa das adegas do confrade Evangelino Morais.
O convívio terminou (inevitavelmente, digo eu) na "Caverna", com alguns baptismos profanos.
Fotos: Antero Neto e Raquel Azevedo.

A Confraria Gastronómica das Casulas de Mogadouro organizou no sábado passado mais um convívio gastronómico no concelho. Desta vez, foi em Bruçó. Juntaram-se à mesa cerca de meia centena de comensais, que fizeram deste evento um pleno sucesso. A Confraria agradece à Associativa de Bruçó pela gentil cedência das instalações, ao sr. presidente da Junta de Freguesia, Miguel Rito, por se ter associado ao evento, bem como ao sr. padre Paulo, cuja presença muito nos agradou e contribuiu para engrandecer o acto.
Da ementa do repasto fizeram parte o tradicional guisado da matança (divino!), bem como o sangue de porco cozido e carne de porco assada na brasa.
Como não podia deixar de ser, e já vem sendo hábito, foi mais uma vez lembrada a memória do nosso querido confrade n.º 1, Manuel José da Graça.
A jornada terminou na Malhada, nas adegas do confrade Evangelino Morais, onde os mais resistentes puderam confraternizar e assistir à iniciação profana de alguns elementos à "Caverna" (com o consequente "baptismo" báquico).

quarta-feira, 7 de março de 2012

Fotos com história - Bruçó

Cortesia do meu primo Gilberto Gemelgo.
Os "Velhos" nos idos de 70/80 (a Sécia tinha um ar exótico).
O lado negro da nostalgia: ruas completamente enlameadas.
Soldado e Sécia em jogos amorosos.
A antiga escola primária de Bruçó, derrubada em nome do progresso...
Fotos (com excepção da primeira) retiradas da página da Freguesia de Bruçó, no Facebook.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Quotidiano rural. Séc. XX - década de 40

Estas preciosidades fazem parte do espólio da minha família "brasileira" e foram tiradas em Bruçó, nos anos 40 do séc. XX. Retratam, de alguma forma, o quotidiano rural da época, nalguns aspectos muito próximo do actual. Ainda no domingo transacto, quando me dirigia para o trilho do azeite, passei junto ao poço do Clérigo (ou Clergo), e lá estavam duas mulheres a lavar a roupa.
Os carros de bois foram substituídos pelos tractores, mas os animais ainda fazem parte da paisagem.
Fica aqui uma palavra de agradecimento aos meus primos Gilberto, Walquíria e Valéria Gemelgo, pela cedência das fotos.

domingo, 29 de janeiro de 2012

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mais uma volta por Bruçó

Intervenção humana?
O "Moderno Abandonado" (por contraste com o "Moderno Escondido")
Curiosa fonte na berma do caminho
Bruçó, escondida no vale.
Fotos: Antero Neto.

Mais uma caminhada pelas hortinhas, até ao quartel da Guarda Fiscal do "Casal do Vaso", em Bruçó. O objectivo foi tirar fotos para ilustrar o artigo que irá sair no próximo número da revista "!Bô". Mais uma vez, me deixei deslumbrar pela paisagem imponente das arribas, da barragem de Aldeadávila, dos trilhos outrora percorridos por guardas e contrabandistas. E até pelos "comparsas" do Dr. Jivago.
Pena aquele quartel estar assim. Que bela casa de turismo aquilo dava. Será que os donos o vendem?
Enfim... uma visita a repetir e saborear sem limites...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Por Bruçó

Com António Fortuna, que gentilmente me ofereceu a sua última obra.
Fotos: Filipe Henriques
Como não podia deixar de ser, procedeu-se à apresentação do livro "Bruçó..." na aldeia, em dia de Festa de Pentecostes. A apresentação esteve a cargo do Dr. José Bento da Silva, e contou com a presença na mesa de honra do sr. Presidente da Junta de Freguesia de Bruçó, Miguel Rito e com o sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, Dr. João Henriques. Depois, foi tempo de passeio pelas ruas da aldeia e visita obrigatória às adegas. Ti Américo foi, mais uma vez, um inexcedível anfitrião.
Houve ainda tempo para registar alguns rostos de homens que fazem parte do quotidiano desta terra, no dia em que desapareceu mais um. Vou ter saudades da figura de ti Serafim...
Nem só nos livros se bebe cultura...
Fotos: Antero Neto.