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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cadeia no Convento?

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Terá existido mesmo cadeia nas instalações do Convento? Nunca tinha ouvido falar. É notável que uma das razões que moveram o peticionário tivesse sido a necessidade de melhorar as condições para os presos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Escola Feminina - séc. XIX


Por decreto real de 4 de Julho de 1859 era criada uma escola "para alumnos do sexo feminino na Villa de Mogadouro, districto de Bragança".
Como se usa dizer nos tempos que correm: "andávamos muito à frente!"

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Balthazar Moraes de Antas

Balthazar de Moraes de Antas nasceu em Mogadouro, na região de Bragança, antes de 1540. Era filho de Pedro de Moraes e Ignes Navarro de Antas. Pertencia às famílias Moraes e Antas, mas não era herdeiro do morgadio, que cabia ao primogénito e que na maior parte tinha sido anexado à coroa. Teve uma irmã casada com o sargento-mor José Alvares Meirelles, cavaleiro fidalgo da casa do Sr. D. António, e morador em Mogadouro pelos anos de 1575, era irmão também de Belchior de Moraes de Antas. Era 10º neto de Afonso Henriques fundador de Portugal. Baltazar chega a São Vicente em 1555 e casa-se com Brites Rodrigues Annes antes de 1561.
Em 1579, Baltazar de Moraes foi eleito Juiz Ordinário da Vila de São Paulo. Foi no entanto impedido de tomar posse sob a alegação de que seria cristão-novo e, portanto, proibido por lei de exercer cargos públicos.
Chegado a Portugal, dirige-se à sua terra natal, Mogadouro onde faz lavrar a sua carta de nobreza e "de puritate sanguini" em 11 setembro de 1579, com todas as formalidades exigidas pela lei e pela Inquisição, perante o Juiz Amador do Valle, de Mogadouro, sendo escrivão dos autos o tabelião Gaspar Teixeira. Justificou a sua fraternidade por pai e mãe com Belchior de Moraes de Antas para se aproveitar do instrumento que a este se tinha passado. Assim se julgou de que se deu ao dito Balthazar de Moraes o seu instrumento autêntico, o qual o fez reconhecer em 1579 pelos escrivães de Mogadouro, Muxagata, Torre de Moncorvo, Mirandela, e Vila Pouca de Aguiar. (in, http://freepages.genealogy.rootsweb.ancestry.com)

Já aqui tínhamos falado desta personagem e da sua curiosa saga para ser reconhecido como cristão-velho. Agora, através da página web indicada em cima, ficamos a saber que foi antepassado de dois presidentes do Brasil: Prudente de Moraes e Delfim Moreira. Pelo menos, a acreditar nos autores da referida página.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Mogadourenses na Inquisição - Brasil




As garras da Inquisição estendiam-se a todo os cantos do império português. O Brasil não era excepção. Ali foi preso e inquirido António Fernandes Pereira, natural da vila de Mogadouro. A prisão deu-se em 2 de Outubro de 1730 e o auto de fé ocorreu cerca de dois anos mais tarde. Do seu inventário de bens, constam, entre outros, os seguintes:
- uma roça no sítio da sicaria, nas minas do Aresuay, que valeria mil oitavas de oiro;
- outra roça no sítio de Mato Dentro do Serro Frio, que valeria cinquenta oitavas de oiro;
- vinte, ou vinte e um escravos em que entravam duas fêmeas que valeriam três mil oitavas de oiro;
- que a ele lhe estava devendo António Vieira, já defunto, a quantia de duzentas oitavas, pouco mais ou menos (...).
Fonte: NOVINSKY, Inquisição...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ainda a ara votiva de Saldanha

Aquando da visita a Saldanha, falei aqui da ara votiva ali encontrada. Hoje, depois de ter adquirido a magnífica obra de Maria Olinda Santana sobre a correspondência trocada entre António Maria Mourinho e Santos Júnior, fiquei a conhecer a interessante perspectiva do sacerdote e ilustre arqueólogo mirandês sobre a mesma.
Em missiva datada de 30-09-1966, o padre Mourinho, entre outras coisas, citando JL Vasconcellos, diz que a palavra "Depulsor" (adjectivo qualificativo do deus Júpiter) significa "o que afasta os males". A essa característica, digo eu, não será totalmente alheia a profusão ilustrativa do teixo estilizado na parte superior da lápide.
A leitura que o insigne mirandês fez da inscrição constante da ara é a seguinte:
"I(ovi) D(ptimo) M(aximo) D(epulsori)
DOMITIUS
PEREGRINUS
VET.(eranus) LEG(ionis) VII
GEM(inae) P(iae) F(elicis)
V(otum) S(olvit) L(ibens) M(erito)"
Mas, o mais curioso, é que em missiva posterior, de 13-03-1967, o pároco escreve o seguinte:
"Se por acaso utilizou a minha carta para publicação era favor acrescentar naquele VET...i de VET., que não deve ser VETERANUS, mas VET(ONIS) nome étnico que costuma acompanhar PEREGRINUS, mesmo para designar os estrangeiros aceites no exército romano a partir do império(...)"
Esta versão levanta algumas questões interessantes, pois, tal como refiro no meu livro sobre Bruçó, há autores espanhóis que colocam uma parte do nosso concelho em território dos Vetões (alicerçados nos achados arqueológicos de Vila dos Sinos). É uma discussão que, quanto a mim, permanece em aberto.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vidoedo do Peso (Viduedo)

Foto: Aníbal Gonçalves (retirada do blogue "À Descoberta de Mogadouro").

A primeira vez que fui a Viduedo, foi para comer uns deliciosos peixinhos do rio, numa casa que servia refeições por encomenda. Fiquei fã do local. Voltei lá para comer umas perdizes divinais. A última vez que ali estive foi há cerca de um ano atrás, num bonito espaço que é um lagar reaproveitado (também para um lanche). Mas, o que hoje me leva a falar de Viduedo é este pequeno apontamento histórico, resgatado das Memórias Paroquiais de 1758:
"Vidoedo do Peso: Provincia de Trás os Montes, Comarca de Miranda do Douro, termo da villa de Pennas Roias, freiguesia de Santa Maria a Velha de Castelo Branco, termo da villa do Mugadoiro. Seu orago hé Santo Apolinário. (...) Ao presente tem vinte fogos e cincoenta pessoas de confissão e comunhão, de confissão somente outo e meninos de sete annos pera baixo onze."

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estado e Igreja: promiscuidades...

Na última sessão da Assembleia Municipal (24/09), o senhor deputado municipal Ilídio Simões Martins tomou a palavra para questionar o executivo municipal acerca de um subsídio de € 5.000,00 atribuído (por unanimidade) ao pároco de Mogadouro, supostamente para aquisição/instalação de sistema de aquecimento da nova casa paroquial da vila (a casa cor de rosa, junto ao castelo, onde ninguém habita), perguntando, simultaneamente, se com esse gesto os membros do referido órgão municipal pretendiam conquistar um lugar no céu.
Porém, na minha humilde e modesta opinião, a atitude camarária tem uma explicação bastante mais prosaica. Essa, colho-a nos anais da História, como bem documenta este excerto do "Diário do Governo", de 21 de Agosto de 1822...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Os vinhos de Bemposta, no séc. XIX

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Tal como há cerca de 150 anos atrás (o relato é de 1866) os vinhos locais (de Bemposta e não só) continuam curiosamente a padecer dos mesmos males. A explicação é simples: de uma maneira geral, por estas latitudes, continua a fazer-se vinho como há 150 anos atrás. E continuamos a persisitir em impingir as nossas zurrapas como sendo os mais generosos líquidos à face da terra existentes. O pior cego é o que não quer ver...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Presença romana junto ao Sabor: o Cabeço da Grincha

Devido às obras da barragem do rio Sabor, estão a ser levados a cabo inúmeros trabalhos arqueológicos no respectivo vale. Já aqui tinha dado conta de um sítio arqueológico próximo da ponte de Remondes. Na altura, desconhecia do que se tratava.
Sei agora que naquele local existiu um habitat romano, no sítio do "Cabeço da Grincha", freguesia de Remondes.
Sei igualmente que foi feita uma pequena alocução sobre este local, numas jornadas de arqueologia, em Zamora, Espanha. Pena que não esteja disponível o respectivo texto, para podermos ter mais informação acerca da presença romana no vale do Sabor.

Fotos: Antero Neto.

sábado, 18 de agosto de 2012

A coudelaria da Quinta de Nogueira

Na sequência da tourada, vem a talhe de foice este pequeno apontamento histórico sobre a coudelaria da Quinta de Nogueira. Como se depreende da leitura deste excerto, combinado com anteriores já aqui mencionados, nos idos do séc. XIX, a Quinta de Nogueira albergava importante centro de produção pecuária estatal (contrariando, de certa forma, a tese corrente de que a Quinta de Nogueira teria sido doada pelo rei aos ingleses).
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A criação de cavalos era uma das vertentes mais importantes deste espaço rural, tendo sido, inclusive, considerado um dos mais importantes do reino, logo a seguir à coudelaria de Alter.

domingo, 12 de agosto de 2012

Feira do Gado: Gorazes de 1863

Em deslocação profissional recente ao campo, o cliente foi desabafando comigo. Que tinha deixado a criação pecuária porque as feiras do gado tinham acabado no concelho e que isso deixa os criadores nas mãos dos poucos intermediários locais, que pagam o que lhes dá na real gana pelo gado bovino e que assim não compensa trabalhar, etc, etc...
Nem de propósito, dei com o relatório do veterinário municipal ("facultativo veterinário") referente ao concurso ("Exposição") do gado que teve lugar em Mogadouro, no dia 15 de Outubro de 1863 (no âmbito da Feira dos Gorazes).
O relatório é deveras interessante e traça um esboço geral da actividade pecuária da época, deixando entrever que era um dos principais suportes económicos da região. Além disso, fica-se a depreender, pela leitura do mesmo, que a Quinta de Nogueira detinha importante centro de criação pecuário, que era propriedade do... Estado!
Uma nota interessante para a criação de suínos, onde se alude a duas raças: a mogadourense e a inglesa, de cujo cruzamento resultavam espécimes mais ricos e saborosos.
O destaque era, contudo, e com alguma naturalidade, da raça bovina mirandesa.

Imagem: http://www.mdb.pt/noticia/2049
O veterinário chamava, então, a atenção para a necessidade de tornar aquela festa agrícola mais "apparatosa".
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...

domingo, 15 de julho de 2012

Mogadouro e as convulsões liberais

Como é sabido, Portugal viveu tempos atribulados no séc. XIX, devido às desavenças e lutas pelo poder entre os irmãos D. Pedro e D. Miguel. Neste interessante documento que se reproduz parcialmente, um número impressionante de figuras, institucionais e sociais, do concelho de Mogadouro, vem manifestar apoio a D. Miguel. Como já aqui escrevi, na realidade houve bastantes personalidades locais que se posicionaram ao lado de D. Pedro, contrariando a ideia que este documento faz passar de que o concelho se teria colocado em peso ao lado do irmão. Foram tempos bem conturbados e interessantes.

Nota: em relação ao post anterior, já pedi um esclarecimento por escrito à Câmara Municipal, pela via da Assembleia Municipal (Art.º 19.º do Regimento). Entretanto, o vereador António Pimentel comunicou-me que "a tampa" já teria sido substituída. Como me parece óbvio, a denúncia que fiz da situação pretendeu salvaguardar o interesse público e nunca atacar quem quer que fosse, muito menos os políticos. "As tampas" ainda continuam lá, tal como as fotos as documentam.
Aos políticos com responsabilidade executiva, recomendo um passeio pedestre pela zona e uma conversa com os residentes...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Estação arqueológica do Sabor - Ponte de Remondes

Tomei conhecimento de que andavam a ser efectuadas sondagens arqueológicas próximo da Ponte de Remondes, na margem esquerda do Sabor.
Uma vez ali chegado, pude constatar que se trata de um habitat, com assinalável dimensão.
As estruturas dos edifícios são bem visíveis.
Há abundância de telha.
Os sobreiros já tinham tomado conta do local.
Houve ainda tempo para admirar outras estruturas que sempre ali estiveram, mas de que desconhecia a existência, apesar de serem perfeitamente visíveis. Se não fossem as escavações, dificilmente as encontraria. Tal como este moinho, por exemplo...
Ou as extremidades desta ponte que outrora aqui existiu e de que nunca tinha ouvido falar. Terá sido a ponte que o rio destruiu e que conduziu à necessidade da construção da existente?
Pormenor da margem esquerda.
Margem direita, onde ainda se pode observar um pedaço da estrutura.
Fotos: Antero Neto.

São ainda observáveis do local as sondagens da margem direita que, em próxima oportunidade registarei. Este passeio pela história e pela natureza deu-me uma enorme nostalgia do rio Sabor. É de uma beleza indescritível. Quem o quiser e puder apreciar, que o faça enquanto é tempo. A paisagem absorve-nos e envolve-nos de tal forma que nos esquecemos do resto do mundo...






quarta-feira, 16 de maio de 2012

Consequências da separação entre Estado e Igreja - 1911

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Com a implantação da República, em 1910, as relações entre Igreja e Estado sofreram alteração radical. Os padres foram apanhados na refrega. Eis aqui um interessante documento que diz respeito à concessão de pensão provisória ao "pároco encomendado" de Bruçó, Luiz José Netto, que perdeu rendimentos do "chamado pé de altar", por causa da aplicação da Lei do Registo Civil.

domingo, 29 de abril de 2012

Pontes e pinturas rupestres

Marquei encontro com os amigos Pimenta de Castro e Luís Zé Felgueiras (Luís Brinço) no restaurante "A Lareira". O objectivo era mostrar-lhes a ponte medieval de Penas Roias. Enquanto esperava por eles, tive a agradável surpresa de dar de caras com o Dr. Júlio Meirinhos, ilustre representante do Turismo nortenho, que é frequentador habitual da nossa terra.
Uma vez reunidos, demandámos terras templárias, em busca de referências históricas do concelho.
Chegados ao primeiro local referenciado (ponte medieval no caminho que liga Azinhoso a Penas Roias), pudemos constatar, com tristeza geral, que se mantém como na nossa primeira visita.
Lápide funerária romana a suportar uma esquina da igreja.

Dali subimos até à aldeia, onde encontrámos o Carlos Azevedo que nos deu as coordenadas necessárias para chegarmos à "Fraga da Letra", nome pelo qual é conhecido o conjunto de pinturas rupestres que se situa no sopé do monte que alberga o castelo local. Não sem que antes tivéssemos apreciado uma lápide romana que serve de suporte a uma das esquinas da igreja local.
Pelo meio, tivemos oportunidade de registar alguns pormenores interessantes do núcleo urbano.
A Misericórdia de Penas Roias foi fundada em 1751 (é pena que tenham colocado uma placa "moderna" com uma data de 1998... são gostos! E gostos não se discutem!).
Provável "ara" romana a servir de suporte à bela pia baptismal.
A marca da "Ordem de Cristo" ("sucessora" da sagrada Ordem do Templo) bem visível no altar-mor.
As ovelhas seguiram obedientemente os meus amigos, na demanda das pinturas rupestres.
E eis que, com a preciosa ajuda do gado ovino, encontrámos as desejadas pinturas (ainda dei um valente tombo a descer do local, mas, felizmente, sem consequências assinaláveis).
Esgotado o objectivo da visita, partimos em direcção a Macedo do Peso, para lhes dar a conhecer a ponte medieval. Na minha última visita, tinha feito uma observação ao Victor Coelho e ao Zé Nuno de que era necessário cortar a hera que infestava o monumento e que, simultaneamente, o ocultava de forma parcial. Felizmente, e ao contrário do que sucede noutras instâncias, as minhas palavras não caíram em saco roto.
A ponte estava limpa e desimpedida. Alvíssaras...
Paisagem belíssima a montante da ponte. Parabéns aos dois autarcas acima mencionados pela sensibilidade revelada e pelo zelo que demonstram pelo património histórico da freguesia.

Para finalizar esta grande jornada, nada melhor do que uma nova paragem em Penas Roias, para uma visita ao amigo Toninho Cordeiro, que nos recebeu à boa e velha maneira transmontana, com presunto, salpicão e um poderoso tinto da casa, da safra de seu pai. Um abraço a ambos.

Fotos: Antero Neto.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

E por falar em pilhagens...

Numa altura em que se fala muito em supressão de feriados (há uma personagem de banda desenhada, salvo erro de um livro de Lucky Luke, que se chama "Póprosolhos" - não sei porquê, mas lembrei-me subitamente dele...), nomeadamente do 1.º de Dezembro, trago agora à memória um episódio ocorrido durante as convulsões que se seguiram à declaração de independência de 1640 e que envolve pilhagem de património.
Foto: Antero Neto.

Relata-nos a obra "Portugal, anos 10" que "Após a tomada de Miranda, as tropas filipistas assolaram a província, chegando até Mogadouro e Torre de Moncorvo, e dedicaram-se a todo o género de pilhagens, roubando a prataria das igrejas e levando consigo todos os bens e géneros que podiam."

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Epigrafia romana no concelho de Mogadouro

Estelas romanas - Saldanha (capela de Santa Marinha).

"Aos deuses manes sacrum / A cornelia Flavina / esposa Fidelíssima de 35 anos (dedica) o marido" (Saldanha).
"A Nila esposa santíssima de 50 anos dedica Marco Sulpício Flavio" (idem).
"Aos deuses Manes / A Flavinio filho de Flavio de 40 anos" (Valcerto).
"Aos Deuses Manes / a Élia Crispina filha piedosíssima de Terencia Reburrina dedicou esta memória" (Variz).
"Proteu levantou este monumento a Thuresmuda, sua mulher falecida aos 24 de Dezembro de 672 (ano 634 da era cristã)" (S. Martinho do Peso - do periodo visigótico).
Fonte: António Rodrigues Mourinho.

Não é novidade que o concelho de Mogadouro é rico em vestígios romanos. Nem é novidade que muitos desses vestígios se encontram dispersos por sabe-se lá onde. Alguns "estudiosos" fazem-nos o favor de nos aliviar o fardo de termos que os guardar e mostrar a quem nos visita. Assim acontece com material que se encontra (supostamente) à guarda da Universidade do Porto e quejandos.
Ainda ontem, em deslocação ao Museu de Miranda do Douro vi lá quatro peças catalogadas e referenciadas como tendo sido encontradas à superfície em S. Martinho do Peso, concelho de Mogadouro. Ora, o que eu pergunto é o seguinte: tendo Mogadouro uma Sala Museu de Arqueologia, o que é que aquelas peças fazem em Miranda?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Padre de Peredo da Bemposta expulso do concelho - 1912

Rio Douro, em Peredo da Bemposta - foto: Antero Neto.

"Sobre proposta do Ministro da Justiça e nos termos dos artigos 181.º e 146.º do decreto, com fôrça de lei, de 20 de Abril de 1911, hei por bem decretar:
Artigo 1.º Fica proibido o presbítero Manuel Joaquim Afonso, pároco da freguesia de Peredo da Bemposta, do concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, de residir durante um ano dentro dos limites do mencionado concelho, alêm de perder os beneficios materiais do Estado, e sem prejuizo do procedimento criminal que no caso couber;
Art. 2.º É-lhe concedido o prazo de cinco dias, a contar da publicação dêste decreto no Diário do Govêrno, para sair do referido concelho.
Paços do Govêrno da República, em 24 de Agosto de 1912. =Manuel de Arriaga=Francisco Correia de Lemos." - in Diário do Governo, N.º 203, de 29 de Agosto de 1912.

Cá para mim, o homem andou a pregar contra a república...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Património histórico e arqueológico

Ponte medieval, presumivelmente edificada pelos Templários, entre Azinhoso e Penas Róias.
Fonte da Vila, em Penas Róias.
Castelo de Penas Róias.
Fotos: Antero Neto.

No seguimento do post anterior, e apesar de já aqui ter colocado estas fotos, enquadradas noutras "reportagens", nunca é demais chamar a atenção para o estado de abandono a que algum património histórico do concelho de Mogadouro se encontra votado. Eu sei que isto não dá muitos votos (ou nenhuns), pois nem a situação, nem a oposição perdem tempo com o assunto. Mas a mim parece-me mal. Que é que hei-de fazer?

terça-feira, 13 de março de 2012

Capitão Cruz

Capitão Cruz (1875-1954)

"Viva o capitão Cruz, que nos deu água e luz"! Assim é lembrada, pela voz do povo, esta personagem imortal que governou os destinos do concelho de Mogadouro entre os anos de 1930 e 1936.

Registo fotográfico da inauguração da central, com o castelo lá em cima.

Mas, além do "milagre" da luz, este administrador do concelho foi ainda responsável pela expansão da rede escolar do concelho, pois foi graças a ele que as aldeias de Saldanha, Castanheira, São Pedro, Zava, Variz, Santiago, Sampaio, Algosinho e Quintas das Quebradas tiveram direito a escola. Para além de ter mandado edificar na vila duas escolas primárias destinadas ao sexo masculino, em substituição das existentes, que funcionavam em casas particulares, sem condições para tal (fonte: agenda cultural do município de Mogadouro - Dra Rita Gonçalves).