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quarta-feira, 28 de abril de 2010

De Mogadouro a Figueira de Castelo Rodrigo

Barca d'Alva (foto: Pedro Lopes - http://asfotosdopedro.blogspot.com/).

Por razões profissionais, tive que viajar até Figueira de Castelo Rodrigo. Voz avisada aconselhou-me a seguir a rota que passa por Freixo e pela Barca d'Alva. Efectivamente, a estrada tem piso e largura irrepreensíveis. E, não obstante a sinuosidade da mesma, a paisagem é simplesmente fantástica! Foi a primeira vez que fui a Figueira de Castelo Rodrigo. Fiquei encantado com o percurso. Qualquer dia, com mais tempo e de máquina fotográfica em punho, vou refazer o trajecto.
Pelo meio, aconselho aos interessados uma paragem em Freixo de Espada à Cinta. Terra que tem uma zona histórica do mais belo que tenho apreciado. Com um ou outro senão. Normalmente, temos a impressão de que a nossa terra detém o exclusivo do mau gosto. Em FEC deparei-me com 2 pormenores que ajudaram, de sobremaneira, a esbater o sentimento de inveja pela zona histórica: o freixo com a espada à cinta (se eu mandasse, pedia para derreter o metal da escultura. Com esse metal fabricava grampos. Fazia uma fisga, e passava um bom bocado a fazer pontaria às nalgas do autor do projecto!), e uma espécie de moderna estrutura religiosa, de uma foleirice indescritível!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Barragem de Aldeadávila

A primeira imagem que nos surge da barragem.
Parecem as torres gémeas. Mas mais bonitas...

Uma secção do caminho que ainda se encontra visível e em razoável estado de conservação.

A entrada do primeiro túnel em solo português. À entrada costuma correr um fio de água fresca.

O fotógrafo sobre o promontório. Abaixo dele, a ravina é impressionante.

O segundo túnel.

O terceiro túnel, ainda em solo nacional, mas já interdito aos visitantes.

Onde conduzirá esta escada? Dá arrepios só de olhar para ela...

Mais parece uma secção do "muro de Berlim"...

A imponente barragem. Só no local é que se percebe a grandiosidade desta obra.
Fotos: Antero Neto.
A ideia inicial era ir até ao "castelo dos mouros". Mas como o Tó Carvalho já tinha falado na barragem, e o tempo estava bom, fomos até lá. Na ténue esperança de encontrar o caminho limpo, conforme o meu vizinho Manel me tinha garantido. Puro engano. Nalguns sítios ainda ficou pior do que estava. Cortaram as silvas e os lodões e atiraram-nos para... o caminho!
Eu compreendo que, do ponto de vista do gestor autárquico, seja complicado justificar à população andar a gastar dinheiro com a limpeza e melhoria do acesso à barragem, para meia dúzia de "maduros" poderem ir até lá "laurear a pevide". Mas enquanto aquilo estiver assim, não é este filho do meu pai que lá volta. À dificuldade natural decorrente das características do terreno, soma-se a existência de silvas e de falta de caminho nos últimos 10 metros. O que nos obrigou a andar a saltar de socalco em socalco. Com a agravante de à subida não haver qualquer acesso. Tivemos que andar literalmente a rastejar por debaixo de silveirões para conseguirmos alcançar o pouco que resta do carreirão. Uma boa jornada para amantes de emoções fortes...
E é pena. Porque o local é dos mais belos que tenho visitado na minha vida. É fascinante! Foi pena que os operários espanhóis não nos tivessem deixado ir até ao meio do paredão tirar um ou dois bonecos. Devem ter ficado com receio das barbas por fazer e dos tripés das máquinas... Paciência...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Picón de Felipe

Foto e texto: http://www.aldeadavila.com/

"Dicha historia es una antigua tradición del siglo XVIII o primer decenio del XIX, y habla de un pastor de Aldeadávila de la Ribera, Felipe, quien acudia al paraje con sus cabras. Estaba enamorado de una muchacha del pueblo portugués de Bruçó, a la que no podía ver, porque en el medio estaba el inmenso vacío del padre Duero, desesperado en su añoranza de la portuguesa, se dedicaba con las manos, con pequeñas herramientas, con lo que podía, a realizar un puente o un enlace que le permitiera cruzar el río y reunirsze con su amada. Podemos decir que se trata de un percursor de la unión de los pueblos ibéricos, y del posterior Salto de Aldeadávila, situado a menos de 500 metros aguas abajo, y que se construiría dos siglos después." (sic)
Sempre me fascinou Aldeadávila, com as suas luzes brilhantes no horizonte de Bruçó, e com os seus vinhedos bem tratados. E as histórias que o meu pai contava com as travessias do rio Douro para irem às "corridas" do outro lado, pendurados numa corda sobre o abismo. Ou as histórias do Ti Francisco "Peixeiro"...
Curiosamente, nunca lá estive. Tenho uma incursão combinada para um dos próximos fins-de-semana. Vai ser uma espécie de uma concretização de um sonho infantil. Tão perto, e tão longe...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Inauguração em Peredo de Bemposta

Aspecto actual do edifício das escolas.
Piscina e campo de jogos
Aspecto interior de um dos quartos
Os presidentes
Churrasqueira no exterior
O Quartel da Guarda Fiscal
Fotos: Antero Neto.
À semelhança de Urrós, Peredo de Bemposta também remodelou o edifício da antiga Escola Primária, e o do Quartel da Guarda Fiscal, onde instalou uma bela unidade de turismo rural, rodeada por um agradável complexo de lazer (que inclui piscina e campo de jogos).
É uma política que começa a dar os primeiros passos no concelho, mas que se saúda com veemência, uma vez que impede a degradação destes bonitos edifícios, e possibilita a criação de condições para acolhimento de visitantes, com elevados padrões de qualidade.
Emocionou-me particularmente a recuperação do Quartel da Guarda Fiscal, pois o meu falecido pai prestou ali serviço, e guardo do local boas recordações de infância.
É de inteira justiça enaltecer publicamente neste processo a pessoa do vereador das Obras Públicas, António Pimentel, que tem sido como aqueles jogadores de futebol que parecem discretos em campo, mas sem os quais as equipas não fazem nada. Tem sido ele o verdadeiro artífice do engrandecimento patrimonial do nosso concelho. Ao seu labor discreto devem-se muitos financiamentos que têm permitido edificar obra de monta.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Gravado na Pedra











Fotos: Antero Neto.
Por terras de Peredo de Bemposta e Algosinho...



domingo, 7 de junho de 2009

P'las arribas de Bruçó

O "Embarcadouro".


A "Fraga do Sapato".
Pequeno abrigo no trajecto para o "Casal do Vaso".
Pormenor da paisagem.
Fragaredo junto às arribas. O Quartel e o Bairro espanhol, lá ao fundo.
O Quartel
Foto: Rui Major.
O Bairro espanhol.
O rio, visto do Quartel.
Pequeno talhão de alfaces e oliveira, no meio das fragas.
Fotos: Antero Neto.

Tínhamos combinado um "raid" fotográfico à barragem. Contudo, o S. Pedro pregou-nos uma partida e resolveu (bem) mandar "chover a cântaros". De modo que acabámos por alterar o programa inicialmente previsto. Primeiro fomos até ao "Embarcadouro", onde pudemos constatar que há muito porco com duas patas. Há por ali lixo que dava para abrir uma central de reciclagem.
Depois de almoço, tentámos ir até à barragem. Mas só conseguimos chegar ao antigo Quartel da Guarda Fiscal, sito no "Casal do Vaso". O Rui Major resolveu levar o jipe mesmo até ao muro do recinto que rodeia o edifício. O problema foi para sair. Pensei que íamos ficar ali presos. O "berceio" não deixava ver nada, e não sabíamos se batíamos numa fraga ou nos espetávamos num buraco. Pode-se dizer que foi uma tarde plena de pura adrenalina. Bem regada por chuvadas intensas (e algumas minis)... Prevaleceu o sangue frio e a perícia do condutor, que nos tirou de lá sem problemas. Mesmo assim, como quem não quer a coisa, eu e o Ti Américo Rentes viemos para o exterior a pretexto de orientar o condutor (ai não...).
Fica para uma próxima oportunidade a descida até à barragem, que vale bem a pena. Todo o percurso é magnífico, e a paisagem reconcilia-nos com a vida. É um trilho fantástico, prenhe de beleza rude, único e marcante.
É uma pena que o Quartel esteja em estado de abandono, e que os proprietários não o recuperem. Ainda gostava de o ver como noutros tempos, descritos pelo Ti Evangelino e pelo Ti Rentes, que ali passaram muitos dias de serviço, na extinta Guarda Fiscal, e que quiseram lá ir para matar saudades.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Penas Roias

Em final de tarde agradável de sábado, resolvi, com mais dois amigos, rumar até Penas Roias. O objectivo inicial era ver o resultado das obras do castelo. Como não levei a máquina, resolvemos dar um salto até à Associação. Ali chegados, entre duas minis e dois dedos de conversa com os circunstantes, foi lançada a ideia de escrever uma monografia da aldeia. O desafio foi feito ao Dr. Pimenta de Castro, que me convidou a colaborar na obra. Já estou em pulgas para começar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Serra da castanheira

Foto: Teresa Mariz (http://flickr.com/photos/22583941@N08/2875843704/)

Capela de beleza e arquitectura singular. Parece inacabada, pois dá a sensação de pertencer a conjunto arquitectónico mais vasto. De repente, parece uma peça de Lego que foi ali deixada por acaso.
A subida à serra vale a pena pela magnífica vista de que se pode desfrutar.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Casal do Vaso

Vista aérea retirada do "Google Earth" (clique na imagem para ampliar).

O Casal do Vaso é um lugar de Bruçó (e não de Lagoaça, como muita gente pensa), sobranceiro à barragem espanhola de Aldeadávila, onde foi erigido, por altura da construção daquele empreendimento hidroeléctrico, um quartel da Guarda Fiscal (assinalado na imagem).
Este edifício constitui uma jóia arquitectónica (infelizmente bastante vandalizado) de onde se pode desfrutar uma vista magnífica sobre a barragem (esta barragem era a maior da Europa, à data da sua construção).
Foi recentemente adquirido por particulares, que, desconhecendo a realidade local, deram aquilo a que se chama um "balúrdio" por ele. Não há qualquer via de acesso ao local, que terá que ser feito a pé, ou a cavalo (como o faziam os guardas fiscais - o meu pai incluído).
Dali pode descer-se até ao leito do rio por um carreirão sinuoso e, para quem não conhece as manhas do local, bastante perigoso. Mas a jornada vale bem a pena.
Se o tempo o permitir, irei até lá no fim-de-semana tirar umas fotografias.

Peredo da Bemposta

Brasão da freguesia.

Peredo da Bemposta é para mim uma segunda terra. Nasci em Bruçó, mas também adoptei Peredo como terra do coração. Passei lá bons momentos na infância. Nasceu lá um dos meus irmãos e os meus pais tiveram por ali propriedades. Além disso, é uma terra muito hospitaleira. Das mais agradáveis que conheço. Sobranceira ao rio Douro, encerra beleza paisagística típica, com arribas a debruçarem-se sobre o verde espesso das águas fronteiriças.
Há por ali duas adegas que, só por si, merecem uma visita. Uma delas já a conheço. É uma autêntica obra de arte. Fora da malha urbana, passa completamente despercebida na paisagem. E só a ela acede quem for lá conduzido pelo dono. Da outra ouvi falar, mas ainda não a visitei. Já meti uma cunha ao alcaide, e pode ser que um dia destes calhe.
O viajante de circunstância pode sempre passar pela Maria Fernanda, e ver se já tem uns enchidos prontos para degustar. Será concerteza muito bem recebido, e não sairá de lá defraudado.
Aproveite ainda para beber um copo de vinho. Terá boa companhia.
Já combinei com o Luís Pedro (um dos mais jovens e dinâmicos presidentes de Junta do concelho) um "tour" fotográfico. Só falta definir a data. Aqui darei conta do resultado.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

À deriva por Bemposta

Restos da antiga muralha?
Pormenor do Pelourinho.

Pormenor de arranjo na praça fronteira à Junta de Freguesia.


Igreja principal.

Chaminé antiga, muito vulgar nas nossas aldeias.

Eu nem digo nada...

Brasão em casa no meio da aldeia.
Fotos: Antero Neto.