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Tal como há cerca de 150 anos atrás (o relato é de 1866) os vinhos locais (de Bemposta e não só) continuam curiosamente a padecer dos mesmos males. A explicação é simples: de uma maneira geral, por estas latitudes, continua a fazer-se vinho como há 150 anos atrás. E continuamos a persisitir em impingir as nossas zurrapas como sendo os mais generosos líquidos à face da terra existentes. O pior cego é o que não quer ver...
figuras, património, lugares e histórias que fazem (e fizeram) o quotidiano mogadourense
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Novo livro do Dr. Manuel Bento Fernandes: Jogos Tradicionais Infantis
Foi ontem apresentado, em Bemposta, o novo livro do Dr. Manuel de Jesus Bento Fernandes, "Os Jogos Tradicionais Infantis - Bemposta".
Este interessante trabalho remete-nos para a memória colectiva e, como muito bem salienta o autor, para a importância dos jogos tradicionais na educação e socialização da infância. Num tempo em que caminhamos para um cada vez maior isolamento, fruto do uso e abuso das novas tecnologias, o investigador recorda-nos como era salutar o convívio em torno dos jogos de antigamente, e como a prática desses mesmos jogos contribuía para a formação e consolidação de valores sociais e comportamentais, fomentando, por exemplo, a ética de grupo.
É um trabalho magnífico, que se saúda e se aconselha. É, simultaneamente, um repositório de memórias de outros tempos e um importante marco de cultura para o futuro.
Uma última palavra para o alcaide local, António Martins: um autarca jovem, dinâmico, esclarecido e amante da cultura. Bemposta merece.
Este interessante trabalho remete-nos para a memória colectiva e, como muito bem salienta o autor, para a importância dos jogos tradicionais na educação e socialização da infância. Num tempo em que caminhamos para um cada vez maior isolamento, fruto do uso e abuso das novas tecnologias, o investigador recorda-nos como era salutar o convívio em torno dos jogos de antigamente, e como a prática desses mesmos jogos contribuía para a formação e consolidação de valores sociais e comportamentais, fomentando, por exemplo, a ética de grupo.
É um trabalho magnífico, que se saúda e se aconselha. É, simultaneamente, um repositório de memórias de outros tempos e um importante marco de cultura para o futuro.
Foto: Amílcar Monteiro.
Recordo aqui que o Dr. Manuel Bento Fernandes, que tive o grato prazer de conhecer pessoalmente na véspera do evento, é co-autor da monografia de Bemposta (um excelente documento, que muito útil me tem sido nas minhas pesquisas).Uma última palavra para o alcaide local, António Martins: um autarca jovem, dinâmico, esclarecido e amante da cultura. Bemposta merece.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Por Bemposta
Moinho no centro da aldeia
Pormenor do moinho, onde se podem observar os pinganeis de gelo.
Entrada para galeria subterrânea na zona histórica, junto à antiga muralha dionisina.
Presumível saída da galeria, a sul da muralha.
Mós a servir de parede.
Peça de atafona.
Fotos: Antero Neto.No passado dia 26 fui até Bemposta para fotografar o Chocalheiro, mas já cheguei tarde. Por sorte, encontrei o alcaide António Martins, que me conduziu numa breve visita guiada a alguns pontos de interesse da aldeia, que ainda não tinha retratado aqui.
Com ele pude constatar o lastimável estado que atingiram alguns locais e estruturas de inegável importância. Fiquei com esperança de que alguns possam vir a ser recuperados no futuro, pois o António é um autarca sensível à cultura e ao património. Assim consiga ele vencer os diversos obstáculos que se lhe apresentam (desde logo, o mais importante, que reside na propriedade privada de muitos dos locais em causa).
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Pelos arredores de Bemposta
Fotos: Antero Neto.
Andava eu na demanda do castro de Oleiros e enfiei por um estradão antes de chegar a Bemposta. Um telefonema ao alcaide António Martins elucidou-me do erro. Mas valeu a pena ter-me enganado. A minha filha exclamou: "pai, olha ali um pássaro bonito!". Parei o carro e vi a pacata garça, na berma de uma pequena charca. Foi um encanto para miúdos e graúdos. Ave muito bela, que avistei pela primeira vez (tive que ir à net para confirmar a espécie).
Andava eu na demanda do castro de Oleiros e enfiei por um estradão antes de chegar a Bemposta. Um telefonema ao alcaide António Martins elucidou-me do erro. Mas valeu a pena ter-me enganado. A minha filha exclamou: "pai, olha ali um pássaro bonito!". Parei o carro e vi a pacata garça, na berma de uma pequena charca. Foi um encanto para miúdos e graúdos. Ave muito bela, que avistei pela primeira vez (tive que ir à net para confirmar a espécie).
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A muralha dionisina de Bemposta
A primeira secção da muralha que se detecta, perto das traseiras da igreja.
Continuação da muralha mais abaixo.
Brasão.
Pormenor de uma pequena, mas muito bela casa, numa das praças da aldeia.
Pormenor de janela.Fotos: Antero Neto.
D. Dinis ordenou a construção de uma muralha em redor de Bemposta, de forma a guarnecer aquele pedaço estratégico de fronteira, face ao belicoso vizinho castelhano. Após o Tratado de Alcanices (1297), onde ficaram definidas as fronteiras, tornou-se imperioso fortificar os pontos mais sensíveis. Recorde-se que Bemposta haveria de assumir um papel importante ao longo dos séculos, constituindo-se, nesta região, como um dos principais pontos de contacto entre as duas nações.
A muralha tinha (segundo o real decreto) 160 braças ao redor, a altura e largura da de Miranda do Douro, com duas portas e, em cada porta, dois cubelos.
Da muralha original ainda são visíveis algumas partes, encontrando-se esta zona muito adulterada e desvirtuada por construções posteriores, que se apoiaram na histórica edificação.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Bemposta 1963
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O encerramento da alfândega de Bemposta
Tinha dito que encerrava para férias, mas a neve trocou-me as voltas. Por isso, aqui ficam mais algumas curiosidades históricas da nossa terra.
Em 1481, devido a pressões de Miranda do Douro e de Freixo, D. Afonso V mandou encerrar a alfândega de Bemposta (ontem, tal como hoje, a lei do mais forte acaba sempre por prevalecer - Miranda e Freixo eram contribuintes poderosos e estavam a perder muitos impostos com a entrada de mercadorias, provenientes de Espanha, por Bemposta).
Eis um trecho da real missiva para as autoridades de Miranda do Douro:
"Vimos a carta que nos escrevestes acerqua do porto da Bemposta que tinham aberto no que alem de nos ser muito desserviço era a vos e aos moradores de Freixo muito agravo pela grande perda que se diso recrecia (...) e determinamos que o dito porto da Bemposta seija loguo cerrado e nunqua se mais abra (...)"
Em 1481, devido a pressões de Miranda do Douro e de Freixo, D. Afonso V mandou encerrar a alfândega de Bemposta (ontem, tal como hoje, a lei do mais forte acaba sempre por prevalecer - Miranda e Freixo eram contribuintes poderosos e estavam a perder muitos impostos com a entrada de mercadorias, provenientes de Espanha, por Bemposta).
Eis um trecho da real missiva para as autoridades de Miranda do Douro:
"Vimos a carta que nos escrevestes acerqua do porto da Bemposta que tinham aberto no que alem de nos ser muito desserviço era a vos e aos moradores de Freixo muito agravo pela grande perda que se diso recrecia (...) e determinamos que o dito porto da Bemposta seija loguo cerrado e nunqua se mais abra (...)"
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