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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Mais fotos da história recente de Mogadouro

Pertencentes ao espólio da família de Manuel Maria Pires e divulgadas na respectiva página do Facebook.





segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

fotos da história recente


O Arquivo Municipal de Mogadouro tem vindo a divulgar algumas imagens da história recente da vila de Mogadouro. Parabéns à directora, Dra. Rita Gonçalves, pela iniciativa. Na foto de cima está documentado o bairro de habitações provisórias que albergou a primeira leva de retornados das ex-colónias. Na foto de baixo pode observar-se a génese do Bairro de S. João.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Mogadouro, há 40 anos atrás...

Da esquerda para a direita: eu, Tó Mané Sampaio, Manel, Tareco e Afonso.
Há sensivelmente quarenta anos atrás, juntamente com o meu irmão Manel, o Tó Mané Sampaio, o Tareco e o Manuel Afonso, brincávamos aos "cowboys" no terreiro adjacente ao castelo de Mogadouro. Vivia-se o início do chamado "Verão Quente de 75". É caso para dizer que um grupo de insubmissos tentava tomar de assalto o castelo, perante a resistência dos reaccionários... A foto foi tirada pelo saudoso "Foster". Era interessante revelar o espólio desse fotógrafo errante que percorria as ruas da vila, sempre bem disposto...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Nostalgias



Clicar nas imagens para ampliar.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A história de Mogadouro em 12 passos


Porque tive que a fazer a pedido, aproveito-a para o blog:
MOGADOURO – BREVE RESENHA HISTÓRICA
1. Das origens e do topónimo
O concelho de Mogadouro é território com sinais de ocupação humana que remontam, pelo menos, ao IV.º milénio a.C.. Aqui podem encontrar-se pinturas e gravuras rupestres, petróglifos do Neolítico, mamoas, inúmeras povoações castrejas (Idade do Ferro), diversos legados da ocupação romana (assentamentos, lápides, vias), esculturas zoomorfas, etc.

Quanto ao topónimo “Mogadouro”: a explicação da sua origem é difusa. Um primeiro estudo datado do séc. XVII apontava para a sua origem árabe. Contudo, tal abordagem encontra-se completamente afastada pelos estudiosos actuais, por falta de fundamento. A leitura mais completa e melhor alicerçada é da lavra de Amadeu Ferreira e sustenta que a raiz do nome poderá assentar nos étimos “Muga” e “Gothorum”, que significam “fronteira dos Godos”. O investigador baseia a sua tese num elaborado trabalho que ainda se encontra inédito, que lhe confere credibilidade.
2. Os “tenentes” de Mogadouro
Na história da vila cruzam-se a linhagem dos Braganções, a Ordem do Templo, os monarcas portugueses, a Ordem de Cristo e os Távoras. Localizado no Leste transmontano, em pleno planalto mirandês, o concelho de Mogadouro inscreve-se num território que constituía, desde meados do século XI, o centro tradicional do domínio da importante linhagem dos Bragançãos.
Os mais antigos diplomas dizendo directamente respeito a Mogadouro e ao seu castelo reportam-se já a uma fase avançada das últimas décadas do século XII, num momento em que o castelo se encontrava já sob a tutela da Ordem do Templo. Mogadouro foi doado à Ordem do Templo por Fernão Mendes de Bragança quando este detinha, em nome do rei, a tenência da terra. A primeira fase do domínio templário em Mogadouro prolonga-se até 1197, altura em que Sancho I veio a recuperar das mãos daquela milícia os castelos de Mogadouro e Penas Róias. Mogadouro haveria de regressar à posse dos Templários ainda por D. Sancho I.

Ao aproximar-se o início do último quartel do século XIII a acção de Afonso III, monarca que demonstra um política activa de afirmação do poder régio em Trás-os-Montes através da concessão de forais às comunidades daquela região e da reorganização territorial dos espaços fronteiriços, irá desencadear um conflito directo com os templários aos quais disputa a legitimidade da posse dos castelos de Mogadouro e de Penas Róias.
Com a extinção da ordem do Templo e sua substituição pela Ordem de Cristo, Mogadouro haveria de pertencer a esta.
3. Os forais
A 27 de Dezembro de 1272, Afonso III atribui um primeiro foral a Mogadouro e Penas Róias, seguindo o modelo de Zamora, recuperando assim estas fortalezas para a posse da Coroa. Afonso III outorga novo foral a Mogadouro em 18 de Novembro de 1273.
Posteriormente, D. Dinis renovou-o (em 1297) e D. Manuel I (em 1512) concedeu-lhe novo foral.
4. As feiras
Afonso III concede em 1272 aos povoadores de Mogadouro carta para fazerem mercado semanal. Mais tarde, D. Dinis irá instituir a feira mensal, em data incerta, mas anterior a 17 de Setembro de 1295.
Historicamente, a Feira dos Gorazes (feira anual, que se realiza a 15 e 16 de Outubro), afirmou-se como um dos principais mercados da região, perdurando até aos dias de hoje nessa condição.

5. A Crise de 1383/85
Na sequência da segunda invasão castelhana de 1381, o castelo de Mogadouro foi tomado pelo invasor.
Em 1382, D. Fernando entrega esta praça a Fernão Afonso de Zamora, fidalgo castelhano.
Durante a crise de 1383/85, a praça de Mogadouro toma o partido de D. Beatriz, contrário a D. João I, o Mestre de Avis, tendo-se com ele mantido mesmo após a batalha de Aljubarrota, em 1386. Em 1397 e 1398 dão-se episódicas escaramuças fronteiriças que implicam a passagem temporária de Mogadouro para mãos castelhanas.

6. Os Távoras
Por carta datada de 21 de Outubro de 1401, D. João I faz a Pero Lourenço de Távora “doaçam em quãto sua mercee for de todos os direitos foros, rendas tributos que o dito Senhor ha no Mogadouro”, reconhecendo os valiosos serviços prestados de Pero Lourenço de Távora que acompanhou o Mestre de Avis em Aljubarrota. Esta família deteve Mogadouro até à sua queda, ocorrida em 1759, às mãos do Marquês de Pombal, no conhecido processo que D. José I lhe moveu. A família Távora transformou o medievo castelo roqueiro em residência, dotando-o de conforto e estrutura que levarão os invasores espanhóis em 1762 a designá-lo por “palácio a que chamam castelo”.´


A esta família que dominou Mogadouro durante três séculos, ficam a dever-se várias estruturas edificadas que perduram na paisagem mogadourense, nomeadamente o Convento de S. Francisco, a ponte de Remondes, sobre o rio Sabor (1678); a ponte de Meirinhos (1677); a ligação de Mogadouro a Castelo Branco (Século XVII); o pontão de Zava (finais do século XVII); a ponte de Vilarinho dos Galegos (século XVII) e a ponte Gamona em S. Martinho do Peso (século XVII), bem como a casa das colunas, sita no Largo do Conde Ferreira. Ressalta ainda à vista uma bela e imponente porta de acesso à Quinta de Nogueira, tal como o belo e singular Monóptero de S. Gonçalo (Quinta Nova). Outras edificações, como sejam o solar barroco de Castelo Branco são-lhe igualmente atribuídas pela tradição popular, sem que, no entanto, existam provas disso. Tal como o solar dos Pegados, junto ao castelo que nunca lhes pertenceu, apesar de ser conhecido por “palácio dos Távoras”.

 7. Património edificado do concelho
Além das já mencionadas, destacam-se ainda no património histórico edificado no concelho de Mogadouro, as seguintes construções: o castelo de Mogadouro, castelo de Penas Róias, a muralha medieval de Bemposta, a igreja medieval de Algosinho e a igreja medieval de Azinhoso, a ponte medieval de Macedo do Peso e a ponte medieval de Penas Róias.

Além das ruínas de diversos castros, quer na corda do rio Douro, quer na corda do rio Sabor (e outros junto a pequenos cursos de água interiores – ribeiros). No panorama arqueológico, merecem natural destaque as pinturas rupestres da chamada “Fraga da Letra”, em Penas Róias e a estátua zoomorfa que representa um berrão e que se encontra junto à igreja de Vila dos Sinos.
8. Divisão administrativa histórica
O actual concelho de Mogadouro agrega o território de cinco antigos concelhos: Azinhoso, Bemposta, Castro Vicente, Mogadouro e Penas Róias.
9. Património imaterial
Além da história e da arqueologia, e nelas integrado, o concelho de Mogadouro é ainda rico em tradições arcanas, nomeadamente no que a festas de solstício de Inverno diz respeito. Apesar do desaparecimento de algumas, ainda se mantêm vivas as seguintes festas solsticiais:
- Festa dos Velhos, em Bruçó (dia 25 de Dezembro);

- Festa do Chocalheiro, em vale de Porco (dia 25 de Dezembro);
- Festa do Chocalheiro de Bemposta (dia 26 de Dezembro e dia 1 de Janeiro);
- Festa do Farandulo, em Tó (dia 1 de Janeiro).
Todas estas manifestações se enquadram nos rituais com máscaras do Inverno transmontano, sendo extremamente ricas em simbolismo e beleza, atraindo anualmente estudiosos, curiosos e naturais da terra que as revivem ciclicamente.
10. Judeus
Em Mogadouro existiu uma significativa comunidade judaica, que foi alvo da impiedosa máquina inquisitorial. A especialista Maria José Pimenta Ferro Tavares menciona nos seus estudos a existência de uma importante comuna judaica já no século XIV (a par das comunas judaicas de Bemposta e Azinhoso).
11. Figuras ilustres da terra
A figura maior do espectro cultural local foi o escritor Trindade Coelho, autor de “Os Meus Amores”, considerado por alguns como o verdadeiro “mestre do conto rústico”. Contista, jurista, jornalista e educador do povo, deixou lastro cultural suficiente para ser eternamente recordado pelos vindouros.

No plano histórico/político, destaca-se um grande vulto do séc. XVI, que foi D. Luís de Carvalhal (D. Luis de Carvajal Y de La Cueva), que foi governador do Novo Reino de Leão, no território do actual México (abrangendo partes dos EUA).
12. Festas
A vila tem como orago S. Mamede, mas são as festividades em honra de N.ª Sra. do Caminho, realizadas tradicionalmente no último domingo de Agosto que concitam maiores atenções e reúnem maior fulgor, afirmando-se como o principal evento festivo do concelho e um dos maiores das redondezas.
Além desta, é digna de menção a festa de Santa Ana, organizada pelos jovens solteiros da vila, que assume particular relevo no calendário litúrgico e festivo local.

 Fotos: Antero Neto. Desenho: Duarte d'Armas.

 Bibliografia consultada: 
- FERREIRA, Amadeu - " Nome Mogadouro", 2010, inédito.
- TEIXEIRA, Ricardo - "Castelo de Mogadouro, Estudo Histórico", vol. I, 2006, inédito.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Pormenores

Pormenores da minha vizinhança...



Fotos: Antero Neto.

sábado, 27 de outubro de 2012

Devaneios matinais

Foto: Antero Neto.
Às portas da vila...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mogadouro através da máquina do tempo

Foto tirada da página do Facebook do Rui Pires Oliveira
Foto tirada da página do Facebook do Bruno Cardoso.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Postais cá da terra..

Num qualquer prazenteiro domingo à tarde, acompanhado por uma mini e pela objectiva, confortavelmente instalado na esplanada, a comentar as peripécias da última jornada futebolística, não resisto à beleza que a terra proporciona.
Fotos: Antero Neto.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Toponímia mogadourense - Rua João de Freitas

Vista parcial da Rua João de Freitas (foto: Antero Neto)

Seguindo uma ideia de Teodósio Dias, que tem um blog dedicado às ruas do Porto, em que explica quem são as individualidades constantes da toponímia local, vou começar por uma personagem que dá nome à rua que confina com a minha: Rua João de Freitas. Quem foi João de Freitas? Este ilustre desconhecido entre a maioria dos habitantes locais foi o primeiro governador civil do distrito de Bragança, deputado eleito pelo Partido Republicano à Assembleia Constituinte e ao Senado.
Natural de Parambos, Carrazeda de Ansiães (1873), ficou famoso por ter atentado contra a vida de Pinheiro Chagas, dentro do comboio, na localidade do Entroncamento. Disparou quatro tiros de pistola contra o indigitado chefe de governo, mas só lhe conseguiu arrancar um olho. Entretanto, foi dominado e abatido pela GNR a tiro de carabina, quando tentava escapar (Maio de 1915).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Obras na vila

Fotos: Antero Neto
O centro histórico da vila (que vai desde a rotunda do bombeiro até ao penedo) está em obras há bastante tempo. Tal facto não é novidade. Mas, ao passar pela área dos jardins centrais eu fico com a sensação de que ficam mais bonitos assim, despidos, do que com as sebes.
Não me agrada por aí além a solução dos azevinhos no jardim Trindade Coelho. Parece-me que havia alternativa melhor com plantas autóctones.
Aliás, penso que terá existido aí uma alteração ao projecto original. Tal como foi a do quiosque. Quando vi aquilo, pensei que se tratava de uma casa de banho de apoio às obras! E também não percebo a mudança do local de implantação inicialmente previsto!
E na zona envolvente do castelo também pensei que o projecto fosse mais ambicioso. A solução de "levanta paralelo e assenta paralelo" é pobrezinha...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vídeo da TVI sobre Mogadouro

http://www.tvi24.iol.pt/programa/4264/7
Aqui fica o link para quem pretender visualizar este programa dedicado a Mogadouro e ao rio Douro. Tem alguns pequenos lapsos, mas isso não invalida o bom trabalho.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Devaneios matinais

Fotos: Antero Neto.

Na impossibilidade de entrar no campo, devido ao excesso de pluviosidade dos últimos dias, e porque também não me apetecia ir a uma aldeia qualquer ouvir alguém perguntar-me: "então o senhor é do Porto, não é?" e perceber a desilusão nos rostos quando respondo: "não, eu sou de Bruçó", resolvi ficar pelos arredores da minha casa e tirar alguns "bonecos" da vila...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Mogadouro

Fotos: Antero Neto.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Amanhecer

Foto: Antero Neto.

O outono proporciona-nos imagens únicas. Hoje, Mogadouro amanheceu assim. Como um navio fantasma que emerge da neblina matinal.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Soltas

Fotos: Antero Neto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Postal ilustrado


As saudades que eu tive das cores mogadourenses enquanto andei por terras gaulesas! Ser arquitecto naquela região deve ser algo parecido com a profissão de maquinista de comboio. Estou como dizia o sr. Flores: "e ainda me querem comparar isto a Mogadouro!"

terça-feira, 26 de maio de 2009

Perspectivas




Fotos: Antero Neto.