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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Chuva de pedras, tiros e cacetadas na feira do Azinhoso, com gente de Penas Roias à mistura

 Pelourinho e aspecto do centro urbano do Azinhoso.
Castelo de Penas Roias.

O período eleitoral do final do séc. XIX e início do séc. XX, cujo panorama era dominado pelos caciques dos partidos Regenerador e Progressista, conduziu algumas vezes a fortes convulsões sociais e inerentes desacatos com consequências graves. Eis o relato de um episódio que se passou na feira do Azinhoso:

"Também não contarei a V. Exa o que aconteceu na feira do Azinhoso, onde houve uma verdadeira chuva de pedradas e tiros de revólver, aparecendo aqueles cacetes do Norte nas mãos dos de Penas Roias."


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Arrematação das portagens de Mogadouro, Azinhoso e Penas Roias - 1759

Ainda na sequência do Sequestro dos bens dos Távoras operado em 1759, ficamos a saber que o direito a cobrar portagem nos concelhos de Mogadouro, Azinhoso e Penas Roias foi arrematado por um particular.


A arrematação foi feita pelo alfaiate Francisco Rodrigues, pelo preço anual de 15$000. O leiloeiro parece não ter gostado do negócio, pois segundo o escrivão do acto terá proferido as seguintes palavras: "mais não acho e se mais achasse mais tomara". E para finalizar, munido de um ramo na mão gritou: "dou-lhe uma, dou-lhe duas e dou-lhe outra mais pequenina". E metendo o ramo na mão ao arrematante, disse-lhe: "que lhe faça muito bom proveito."

Terá feito, certamente...

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Comenda de S. Mamede: conflito com Penas Roias - 1 de Agosto de 1292

Como se pode verificar pela leitura deste texto, e na sequência daquilo que já aqui escrevi a propósito do primeiro foral de Mogadouro, no auge da Idade Média, Zamora desempenhou um papel importante na regulação da vida pública local. Neste caso, a questão prendia-se com um conflito acerca da cativação de taxas e impostos. Coisas normais entre as gentes da Igreja...

Clicar na imagem para ampliar.

domingo, 14 de agosto de 2016

Fado em MIm - Penas Roias

Ontem houve noite de fados em Penas Roias, com a estreia do grupo "Fado em MIm". O grupo de fados é composto pelos seguintes elementos: na voz, Simone Moura; na guitarra, Adérito Rodrigues; na viola, Victor Lopes; no baixo, António Lopes.





O grupo interpretou temas populares do fado lisboeta. Ainda existem alguns aspectos a burilar, nomeadamente a questão do som. Mas, promete. Haja vontade e perseverança...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Às voltas por Penas Roias

Já tinha estado nas ruínas da capela de S. Miguel, em Penas Roias, mas, na altura, o local estava cheio de silvas. Entretanto, foi limpa de mato e pode ser apreciada com maior pormenor.
Ao mesmo tempo, aproveitei para mais uma viagem à volta da albufeira de Bastelos, que abastece a vila de água potável. Este circuito é dos mais belos do concelho e permite a observação de variada fauna e flora.








quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A venda da vila de Penas Róias

Foto: Antero Neto.

Por escritura de 7 de Janeiro de 1457, celebrado na aldeia da Castanheira, termo então de Penas Róias, vendeu Rui Gonçalves Alcoforado, marido de D. Filipa Vasques, donatária das vilas da Bemposta e Penas Róias, que el-rei D. João I, doara em 1399 a seu avô, também de nome Rui Gonçalves, a dita vila de Penas Róias, a Álvaro Pires de Távora, pelo preço de «cento e cinquenta mil réis, que foram pagos em várias espécies, a saber: oitenta e cinco dobras e meia de banda, a duzentos e cinco reais por dobra, que montavam a dezassete mil e quinhentos e vinte e cinco reais; dezassete florins, a cento e quarenta reais o florim, que perfaziam dois mil trezentos e oito reais; mais nove leais a quinze reais cada um, que perfaziam cento e trinta e cinco reais; e ainda dois sacos cheios de dinheiro, que o vendedor, à sua própria frente, viu pesar, contendo vinte mil reais brancos... (mais a seguinte baixela de prata) quatro bacias grandes de cozinha, e outro bacio de lavar, dourado, grande, de água às mãos; oito pratos de servir à mesa; quatro escudelas grandes, brancas; três gomis grandes; sete taças grandes, brancas; dois copos grandes, chãos, dourados pelas bordas; três taças grandes, picadas, douradas no fundo e pelas bordas; cinco taças de bastiães douradas de bom lavor, e grandes; uma albarrada com seu sobrecopo, dourada toda; e dois castiçais grandes. Toda esta baixela pesava cento e dez marcos e o marco avaliado em mil reais». (Fonte: Abade de Baçal, in “Memórias…”)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A matança do Porco-bispo em Penas Roias

Como já aqui foi referido, a matança do Porco-bispo era uma tradição muito antiga que se realizava na aldeia de Meirinhos e de que, infelizmente, já não há memória entre os vivos. Esta que vos vou relatar, surgiu-me quando estive em Vilarinho. A D. Adelaide falou-me no avô. E disse-me que ele é que era o da "matança do Porco-bispo". Na altura, não percebi. Depois de ler umas crónicas do prof. Afonso Castro, de Penas Roias, publicadas na revista "Bi-tó-rô", de Soutelo, é que me inteirei do sucedido. Mas, vamos às palavras do autor da história:
Castelo de Penas Roias.
"Pelo que entendi do meu avô, o tio Delfim de bens terrenos não tinha onde cair morto. Apenas um burro lazarento em que se deslocava de Vilarinho para casa dos amigos, uma espingarda manhosa de carregar pela boca e a roupa que lhe cobria os ossos (...)
(...) o tio Delfim, em Penas Roias, não faltava à matança dos porcos dos vários amigos. Naquele ano começou por lamentar-se que era um desgraçado, que nunca poderia pagar com semelhante festa. Um dia, qual não foi o espanto de todos, o tio Delfim foi logo de manhã cedo bater à porta dos seus amigos:
- Vá, graças a Deus, desta vez lá chegou o dia de vos convidar à matança do meu porco...
O meu avô e os demais não queriam acreditar e comentavam:
- Como é que o Delfim arranjou dinheiro para comprar o porco?
Mas lá se dirigiram ao casebre onde mal cabia ele e o burro. E ali não faltava nada: eram os figos secos, as nozes e marmelada, pão fresco, vinho e aguardente.
Decorrido o mata-bicho tradicional nestas terras em dia de matança de porco, o tio Delfim pergunta:
- Quem leva a corda com o laço? Tem de ser um valente, que eu nunca vi porco tão bravo como este meu.
Os convivas escolheram o mais valente. Chegados à loja ele tornou:
- Ó Manuel, não abras muito a porta, que esse diabo pode escapar-se-nos, é pior que um porco montês, eu nunca vi tal...
Os matanceiros estavam suspensos destes avisos e cautelas. Abrem a porta devagarinho como se impunha, não fosse o bicho tecê-las e o que é que vêem? Um "porco-bispo" que, assustado, voava de caibro em caibro.
Foi festa geral acompanhada de gargalhadas pela surpresa só possível com aquele homem dos diabos. E o cevado não era senão um pobre pisco que na noite fria de Dezembro ali procurara abrigo." - Afonso Maria de Castro, in "Bi-tó-rô" (Associação Cultural e Recreativa de Soutelo, 1996).
Fotos: Antero Neto

terça-feira, 22 de maio de 2012

As voltas do pelourinho de Penas Roias

O pelourinho de Penas Roias foi destruído. A tentativa de conservação e guarda dos respectivos pedaços deu origem a uma interessante troca de correspondência entre a Junta de Freguesia local, o Museu Abade de Baçal, a DGEMN e os diversos serviços de Finanças (local, distrital e nacional), de que aqui reproduzimos estes dois exemplares.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Penas Roias (mais uma visita)

Tinham-me dito que um curioso andou a esfregar com uma escova de aço a inscrição existente na torre do castelo de Penas Roias. Incrédulo, fui ver para crer. Incrível! Há gente para tudo... Uma das minhas premissas, enquanto "curioso", é: ver, registar, divulgar, mas não tocar. Nestas coisas só deve mexer gente com conhecimento de ciência.
O registo da habilidade.
O ditado já é velho: "há males que vêm por bem". Digo isto a propósito do incêndio que fustigou Penas Roias no ano passado. Graças a ele é possível observar estruturas em ruína, pertencentes ao castelo e à antiga vila medieval, que a densa vegetação não deixava vislumbrar.
Restos visíveis de parte da antiga muralha e de construções adjacentes.
E como nesta altura o Nordeste se encontra florido, é obrigatório desvendar um pouco do que se vê a partir do castelo.
Flor muito vulgar nas imediações da fortaleza.
A albufeira de Bastelos e as colinas próximas.
Fotos: Antero Neto.

terça-feira, 8 de março de 2011

Penas Roias: lugar mágico

Caminho sobre a ponte templária.
Vista de montante.
Vista do tabuleiro da ponte.
Vista de jusante.
Vista do segundo arco (após intervenção minha).
Vista de jusante, com os dois arcos dificilmente perceptíveis.
Três patos selvagens a laurear a pevide...
Fonte da Vila.
Figuras antropomórficas nas paredes da fonte.
Castelo, visto da fonte.
Fotos: Antero Neto.
Cada visita a Penas Roias permite um encontro com a História. É pena que as autoridades administrativas locais não tenham a mesma perspectiva. Senão, vejamos:
1. Uma breve visita à ponte templária entre Azinhoso e Penas Roias mostra-nos um monumento completamente ao abandono. Tive que andar a tentar derrubar as silvas para conseguir fotografar o segundo arco. Só porque já lá tinha ido é que tive a certeza de que ali havia algo...
2. A "fonte da Vila" tinha-me sido indicada por naturais da aldeia. O monumento é interessante e revela grande antiguidade. Mas também demonstra enorme desprezo. As silvas e arbustos que lhe crescem na cobertura estão lá para o provar. Como dizia, ironicamente, o meu guia: "plantaram-lhe flores em cima".
Temos pena...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Barragem de Bastelos - Penas Roias

Fotos: Antero Neto.
A barragem de Bastelos, em Penas Roias, proporciona-nos um dos mais belos percursos pedrestes que conheço. Com a vantagem de ser praticamente plano. É o sítio ideal para dar um passeio com a família. Além dos pontos de interesse histórico/arqueológico, o local oferece uma paisagem recheada de matizes diversificadas, com uma flora muito interessante.