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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Subsídios para a história da Linha do Sabor


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Com a devida vénia ao amigo Nuno Xavier Trindade, aqui ficam dois documentos de 1925/1926, relativos à expropriação de uma parcela de terreno, em Lagoaça, para construção do troço da Linha do Sabor compreendido entre as localidades de Carviçais e Bruçó.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Linha do Sabor - mais um pouco da sua história

A "Gazeta dos Caminhos de Ferro" (números de 1935 e de 1938) permite-nos desvendar um pouco da história da Linha do Sabor. Aqui ficam alguns apontamentos sobre o apeadeiro de Vilar do Rei e sobre a inauguração do troço entre Mogadouro e Duas Igrejas.

Troço inaugurado em 22 de Maio de 1938.
Gazeta dos Caminhos de Ferro (1935).
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Linha do Sabor - subsídios para a sua história

Estação do Variz (clicar na imagem para ampliar).

"Em 1898 Elviro de Brito mandou fazer o plano das linhas complementares das do Estado por duas comissões técnicas (...)
Linha do Pocinho - Por Moncorvo e Mogadouro a Miranda e Vimioso, de via larga para facilitar os transportes dos minérios de Reboredo. Esta linha teria o seu complemento no prolongamento do Pocinho a Viseu, como também se previa a da Régua a Vila Franca das Naves e a do Paiva (...)"
José Fernando de Sousa, in Segundo Congresso Transmontano.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Linha do Sabor (centésimo aniversário) - subsídios para a sua história

Em 15.VIII.1899 deslocou-se ao Pocinho o Ministro das Obras Públicas, decidindo por Portaria de 30.IX.1899 que fosse elaborado “com a possivel urgencia, o projecto do programma para a construcção, por concurso publico... de uma ponte sobre o rio Douro, na estrada real n.º 9, nas proximidades da estação do Pocinho”.

A decisão de se abrir concurso público perante o Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro do Estado, “para a construção e exploração durante dez annos, de duas pontes sobre o rio Douro, no Pocinho e no Pinhão”, sendo que a do Pocinho, “alem de ligar entre si os dois troços da estrada real n.º 9, será construida de modo que possa ser aproveitada para o caminho de ferro do Pocinho a Miranda”, ocorre a 26.II.1901.” (Carlos d’Abreu e Emilio Rivas Calvo).

Sempre me intrigou o facto de a linha do Sabor ter parado em Duas Igrejas e não ter continuado até Miranda do Douro. E nunca percebi muito bem porque é que esta via que se pretendia estruturante “ignorava” os principais centros urbanos da região que servia (com excepção de Torre de Moncorvo). Repare-se no que se escrevia, a este propósito, em 1914, no jornal “Republica”: “os ultimos trabalhos de campo do snr. engenheiro Wanzeler que tem andado a fazer a rectificação do estudo do caminho de ferro do Pocinho a Miranda do Douro, empurram êste para as povoações raianas da margem do rio, deixando, a grande distancia, o centro do concelho de Mogadouro (…)”. “Para tudo isto chamamos a atenção do senhor ministro do Fomento, lembrando-lhe que fazer um caminho de ferro que a ninguém serve, deixando, a 9 quilómetros, a séde dum importantissimo concelho, é um erro absolutamente imperdoavel, para não dizermos um crime
A primeira locomotiva a chegar a Duas Igrejas (22-5-1938) - cortesia Rui Carvalho.

Contudo, olhando agora, à luz de estudos efectuados que revelam a ideia que lhe presidiu à sua construção, compreende-se melhor a benevolência da medida.

Efectivamente, esta linha cujo primeiro troço entre o Pocinho e Carviçais foi inaugurado em 17 de Setembro de 1911, foi gizada ab initio para fazer a ligação entre o porto de Leixões e Madrid, criando assim um corredor ferroviário entre a via larga do Porto/Pocinho, afunilando depois entre Pocinho e Miranda do Douro, voltando à via larga no campo espanhol.

A Câmara Municipal de Miranda do Douro peticionava ao Parlamento, em Junho de 1888 que: “em Zamora, a menos de 40 kilometros de nós, a linha férrea, que já bem há espera a linha portugueza, a que tem de se ligar…

De permeio, estavam previstos nós de ligação às principais localidades do Nordeste. A opção por Torre de Moncorvo não seria à partida muito aceitável, dada a dificuldade de execução do troço e a elevada inclinação (a mais acentuada do país, se não estou em erro). Mas tal justificava-se pela existência do rico jazigo ferrífero.

Os restantes troços da linha foram concluídos nas seguintes datas: Carviçais - Lagoaça: 06/07/1927; Lagoaça - Mogadouro: 01/06/1930; e Mogadouro - Duas Igrejas: 22/05/1938

A História confirma que a ligação a Espanha nunca foi concluída, condenando o projecto, como fatalmente acabou por suceder, pois as distâncias às sedes dos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro esvaziou a linha de sentido, cedendo lugar aos autocarros que, através da rodovia, serviam de forma mais eficaz as populações rurais do Nordeste.

Nota: este artigo foi por mim escrito originalmente e publicado no blogue "Farrapos da Memória".

quinta-feira, 10 de março de 2011

Linha do Sabor: inauguração do troço Mogadouro-Duas Igrejas

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Nota: o meu muito obrigado a Rui Carvalho pela amável cedência destas imagens.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Caminhos de ferro e a ligação a Espanha

Ainda a propósito deste tema, refira-se a curiosidade de no último quartel do séc. XIX, se aventar a possibilidade de construir uma linha internacional, que ligaria o Pocinho à fronteira, pelas terras de Miranda, criando assim um cordão comercial importante, conforme se pode ler neste texto:
"recommendada pela facilidade e barateza da sua construção, acrescendo a esta circunstância o facto de entrar na Província de Zamora, communicando-a quasi toda, pela linha mais curta, com o Porto, que lhe fica sendo o porto mais proximo e com o qual fará o seu commercio maritimo (...) o unico dos que traçámos a que se possa dar o título de internacional, porque não haverá duvida em ser prolongado além da Senhora da Luz, que forma o limite da fronteira commum" (BRANDÃO, Francisco Maria de Sousa, Estudos de Caminhos de Ferro de Via Reduzida ao Norte do Douro, Lisboa, 1880)