domingo, 25 de setembro de 2016

Fruta da época

Este ano foi muito mau no que à produção de fruta diz respeito. Contudo, há excepções. Os figos, por exemplo, produziram bem. Os da foto foram colhidos em Bruçó, próximo das arribas do Douro. Possuem um sabor excepcional...


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Imagens de arquivo



 Esta foi tirada em 1951, segundo inscrição constante no verso da mesma.



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Conde do Azinhoso

A vila de Azinhoso foi cabeça de condado. O primeiro conde titular foi D. Nuno Mascarenhas. Segundo a "Corografia" de António Carvalho da Costa (1706) e segundo o "Elucidário" de Viterbo (1798), o título foi criado pelo Cardeal Rei Dom Henrique. Segundo outras fontes, terá sido criado pelo rei D. Filipe I de Portugal, em 1583.



Seja como for, eu que sou republicano, estou como dizia o Almeida Garrett: "foge cão, que te fazem barão! Para onde, se me fazem visconde?"

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Nono aniversário

Celebra-se hoje o nono aniversário deste blogue. Tem sido uma aventura interessante que me tem permitido alargar horizontes de conhecimento e contactar com pessoas que de outra forma dificilmente conheceria. Tudo começou com uma conversa de circunstância com um colega que já não via há anos e que casualmente reencontrei no tribunal de Moncorvo. O balanço é claramente positivo. Como os leitores habituais me têm feito notar, as mensagens perderam alguma regularidade e, provavelmente, irão perder ainda mais no futuro. Contudo, a página irá manter-se. Sob a minha responsabilidade solitária, contrariando algumas sugestões em sentido contrário, pois não consigo imaginá-la aberta a participações de terceiros, por muito interessantes que pudessem ser. O blogue já se confunde com uma parte da minha história pessoal...
Obrigado a todos os leitores.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Mudanças no panorama escolar do concelho - 1839

Em 1839 foram operadas algumas mudanças no panorama escolar do concelho de Mogadouro, com a transferência de algumas estruturas entre povoações. Assim, a escola de Travanca passou para Urrós e a de Penas Róias passou para Vilarinho dos Galegos.

Clicar na imagem para ampliar.

sábado, 17 de setembro de 2016

Rio Douro - Vilarinho dos Galegos

Eis o rio Douro, observado a partir do castro de Vilarinho dos Galegos. Sublime...



domingo, 11 de setembro de 2016

A feira do Azinhoso e as lendas das moiras encantadas

Apesar de não ter podido presenciar toda a Feira do Azinhoso, ainda fui a tempo de assistir ao espectáculo de marionetas. Diga-se, em abono da verdade, que valeu a pena. A peça "Bizzzoira Moira" esteve muito bem apresentada e a história foi encantadora. Reproduziu uma lenda da zona de Gondomar, que tem correspondência nesta área geográfica (vide, por exemplo, o caso de Vilarinho dos Galegos, que pode ser consultado no meu último trabalho, nas "Memórias...", do Abade de Baçal, ou em "As terras de Entre Sabor e Douro", J. M. Martins Pereira). Aliás, a propósito disto, permito-me aqui duas observações críticas ao discurso final da intérprete da peça:
1. Já existem muitas recolhas feitas sobre este género de lendas. Basta consultar a excepcional obra de Alexandre Perafita, ou o referido trabalho do Abade de Baçal, ou, ainda, o livro de José Manuel Martins Pereira (ou, em alternativa, sempre se pode visitar o site do "Arquivo Português de Lendas"). Daí, que não faça grande sentido vir apelar à colecta de lendas deste tipo na nossa região, pois ela está feita, e muito bem, pelos autores citados.
2. Estas lendas, ao contrário do que ali foi afirmado, não possuem raiz árabe. Isso é uma falácia, que denota pouca investigação. Como demoradamente já expliquei nas minhas obras, neste contexto específico, o termo "mouro" não tem qualquer filiação no universo árabe. Basta reflectir um pouco (para além das muitas explicações paralelas, que aqui me eximo de expor, para evitar cansaço ao leitor, mas que podem ser consultadas nos meus escritos já publicados): como é que estas lendas das "moiras encantadas" surgem no Norte do país (e no Norte de Espanha), que escapou praticamente ileso à ocupação dos seguidores de Maomé, e são quase inexistentes no Sul, onde eles enraizaram a sua cultura durante muito mais tempo?
De qualquer das formas, e não obstante a alocução derradeira, que, pelas razões expostas, era desnecessária, parabéns pela magnífica peça!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Museu Municipal Coronel Albino Pereira Lopo, em... Macedo de Cavaleiros.

Foi recentemente inaugurado em Macedo de Cavaleiros o Museu Municipal de Arqueologia Coronel Albino Pereira Lopo. Recorde-se que o ilustre patrono desta estrutura é natural de Estevais, concelho de Mogadouro. Sobre o seu percurso biográfico, pode-se ler algo mais aqui, onde já tive oportunidade de abordar a inserção do seu nome na toponímia local. Refira-se a esse propósito que cheguei a expressar essa sugestão em sessão de Assembleia Municipal no mandato autárquico anterior ao actual. Como resposta, obtive do então presidente do município um seco "o que é que ele fez?" Bem... talvez em Macedo lhe possam responder.

(Foto retirada da página de Facebook do Dr. Luís Raposo, presidente do ICOM, que esteve presente na inauguração.)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ainda a feira do Azinhoso

E porque hoje é dia 8 de Setembro, relembro aqui o que escreveu Joaquim de Santa Rosa de Viterbo, a propósito da sua história:

"A celebrada Feira nos tempos antigos, e já hoje de bem pouco nome, a 8 de Setembro, não apparece alli, monumento algum que nos certifique de quem foi o Monarcha que a concedeo tão livre, e franqueada; mas ha todo o fundamento para nos persuadirmos que seria El-Rei D. Diniz, não só pela Tradição, mas ainda pelo que se disse.
O que não tem dúvida he que elle visitou pessoalmente este Santuario, e que a 7 de Fevereiro de 1287, se achava em Miranda, onde se conservão monumentos da sua presença: e que quando no de 1319 concedeo a grande Feira à Torre de Moncorvo, já era bem notável a do Azinhoso." (in "Elucidário...", entrada: Azinhoso).

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Feira dos Burros - Azinhoso

No dia em que se completam cinco anos de saudade do padre Virgílio, aqui fica mais um cartaz (são simplesmente fantásticos!) alusivo à Feira dos Burros do Azinhoso (a feira do Azinhoso remonta ao tempo de D. Dinis e foi uma das mais antigas e prestigiadas da zona norte do país). Recordo que o evento reúne actividades que vão desde a gincana de burros, venda de artesanato, teatro e promoção da gastronomia local. Se há festa que vale a pena visitar, esta é uma delas!



sábado, 3 de setembro de 2016

Doutor António Pinto - séc. XVI

Já aqui falei de um célebre mogadourense de seu nome António Pinto Pereira, que foi secretário do Prior do Crato. Agora, em demandas sobre a história local, surgiu-me o nome do Doutor António Pinto, também ele uma importante personalidade mogadourense do séc. XVI.
Filho de Francisco Vaz Guedes e de Maria Valência, sobrinho de Frei Diogo de Murça (reformador da Congregação de Santa Cruz de Coimbra e um dos primeiros e mais activos reitores da universidade conimbricense), o Doutor António Pinto foi agente em Roma, mestre-escola da sé de Lamego, chantre da sé de Viseu, deão da sé de Coimbra e do Conselho de Estado em Madrid e embaixador ao império (fonte: "Orações de Sapiência", Sebastião Tavares de Pinho).
No brasão de armas usava cinco flores de lis e cinco crescentes. Pelos vistos, era descendente de judeus pela via materna. O seu avô materno foi queimado pela Inquisição.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O ensino das primeiras letras em Castelo Branco durante os séc.s XVIII/XIX

(Nota: a imagem diz respeito ao edifício escolar de Castelo Branco edificado no séc. XX e é meramente ilustrativa.)

Aqui ficam algumas curiosidades sobre o ensino das primeiras letras na aldeia de Castelo Branco, concelho de Mogadouro, durante os séculos XVIII e XIX:
Em 1792 era professor substituto José Domingos Ferreira. Em 1804 pediu exame para propriedade, ou seja, para passar a ser efectivo. Em 1805, a população local insurgiu-se contra o facto de o dito lente entregar o ensino a terceiros, sem autoridade para tal. Essa circunstância valeu-lhe uma reprimenda do Juiz de Fora de Mogadouro, por determinação da J.D.G.E.
Em 1806, os pais de família da aldeia apresentaram nova queixa, pelos mesmos factos e com o mesmo resultado. O professor acabou por desistir nesse ano.
Nos anos de 1815 e 1816, a escola ficou sem professor.
Em 01-07-1816, foi nomeado titular do estabelecimento o padre José Rodrigues Ribeiro, que viria a pedir aumento de ordenado em 1822. Este também foi alvo de queixa por parte do Juiz de Fora de Mogadouro, originando a sua desistência em 27-01-1823.

Fonte: Baptista, Maria. "A Escola Transmontana..."

domingo, 14 de agosto de 2016

Fado em MIm - Penas Roias

Ontem houve noite de fados em Penas Roias, com a estreia do grupo "Fado em MIm". O grupo de fados é composto pelos seguintes elementos: na voz, Simone Moura; na guitarra, Adérito Rodrigues; na viola, Victor Lopes; no baixo, António Lopes.





O grupo interpretou temas populares do fado lisboeta. Ainda existem alguns aspectos a burilar, nomeadamente a questão do som. Mas, promete. Haja vontade e perseverança...

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Prova de azeite em V. N. Foz Côa - Vinduero/Vindouro

A convite da Associação Vinduero-Vindouro, presidida por José Luís Pascual Criado, tive oportunidade para participar num agradável convívio com os jurados do Concurso Internacional de Vinhos e com membros da imprensa especializada do sector. A jornada envolveu a visita a uma quinta do concelho de Torre de Moncorvo - Quinta de Vila Maior - onde pudemos observar toda a linha de produção, desde a vinha, até ao pipo. Depois, seguimos para o Museu do Côa, onde assistimos a uma profícua prelecção sobre o azeite, feita pelo especialista Francisco Pavão, culminada com uma prova de diversos azeites da região transmontana. A noite, já longa, finalizou com um jantar convívio no restaurante do museu, que reuniu jurados, jornalistas, autarcas e convidados.
Fica aqui o meu sentido agradecimento à organização pelo amável convite, que me permitiu desfrutar desta jornada magnífica.




segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Ponte de Valcerto/Algoso


A propósito da ponte que liga os concelhos de Mogadouro e Vimioso, pelos termos de Valcerto e Algoso, respectivamente, ouvi, em conversa de café, alguém afirmar que se tratava de "uma ponte e uma calçada romanas". Tive oportunidade de esclarecer a pessoa, dizendo-lhe que estava errada. Os romanos têm as costas largas, mas nem tudo o que é antigo se submete à sua paternidade.

Veja-se o que se escreve a este respeito no Portal do Arqueólogo:
"Ponte sobre o rio Angueira com três arcos e tabuleiro plano. A actual estrutura resultou de uma reconstrução efectuada em 1727 - 1738 de uma anterior ponte medieval existente no mesmo local, destruída por uma cheia em 1707. Articulada com esta ponte ainda é perceptível um troço de calçada que fazia parte do itinerário medieval que ligava os Castelos de Penas Roias e Algoso. É referida a existência de uma inscrição rupestre inserida nesta calçada, cerca de 150 metros a Ocidente da ponte, no caminho para Valcerto, e que assinala precisamente a sua destruição e reconstrução."

domingo, 31 de julho de 2016

Festival aéreo Red Burros - 2016

Aqui ficam alguns instantâneos tirados na edição deste ano do Festival aéreo Red Burros, que teve lugar no aeródromo de Mogadouro.







segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os nossos antípodas

Como é do conhecimento geral, o termo "antípoda" designa um ponto da Terra diametralmente oposto a outro. Há poucas localidades com outras rigorosamente antípodas. Mogadouro é um desses casos raros. Tem uma cidade antípoda. Tem nome de pessoa: chama-se "Nelson" e fica na Nova Zelândia.
Clicar na imagem para ampliar.
Fica o agradecimento ao Jorge Lira pela informação. E, tal como ele diz, aqui está um bom pretexto para uma geminação...

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Catacumba e Tasca Vegetariana - Festival Terra Transmontana

Durante os próximos dias 8, 9 e 10 de Julho, no âmbito do Festival da Terra Transmontana a decorrer em Mogadouro, estarão abertas a "Catacumba", na Rua da Hera, e a "Tasca Vegetariana", na Rua dos Távoras, n.º 10. Para os amigos que nos quiserem visitar, deixo aqui algumas sugestões apelativas:
Temos um menu bastante rico, com aposta nas comidas à base de caça. Durante a noite, haverá música ao vivo, com o músico residente, Victor Lopes ("Pop"). No sábado, temos a Queimada Galega, com a presença de gaiteiros para animar a sessão. Se desejarem o delicioso arroz de lebre, confeccionado pelo Ângelo Pereira, terão que encomendar previamente (clicar na imagem para ampliar).
 Hambúrguer vegetariano.
 Espetadas vegetarianas.
Localização (apesar de estar escrito R. João de Freitas, trata-se efectivamente da Rua dos Távoras, embora sem placa a identificá-la - vá lá saber-se porquê...).

terça-feira, 5 de julho de 2016

Festival da Terra Transmontana


É já na sexta-feira que se inicia mais uma edição do Festival da Terra Transmontana, em Mogadouro. Oportunidade para ouvir falar de contrabando (no dia 9, sábado, às 16h 30, na igreja matriz), para se divertir com a animação de rua, assistir a espectáculos musicais e, sobretudo, para se deliciar com os petiscos da "Catacumba" (Rua da Hera), ou com as especialidades vegetarianas na "Tasquinha Vegetariana"(Rua dos Távoras). Mogadouro ficou mais perto com a abertura do túnel do Marão e com o IC 5. A distância já não é desculpa para não nos vir visitar...