segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

D. Luis Carvajal na revista "Debater a História"



A convite do director da revista "Debater a História" (Dr. Paulo Costa), escrevi um texto de cariz biográfico sobre a figura do ilustre mogadourense D. Luis Carvajal Y de La Cueva. O artigo saiu no último número (6), respeitante aos meses de Outubro e Novembro de 2014. Já se encontra à venda um pouco por todo o país.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Chocalhada em Brunhosinho

Reminiscência das velhas "Festas de Rapazes", realiza-se em Brunhosinho, em 20 de Janeiro, a tradicional "Chocalhada" em honra de S. Sebastião. O santo aparece, naturalmente, devido à cristianização da festividade, que a comunidade dedica à protecção dos animais e à expulsão dos espíritos malignos da aldeia (mais uma vez, revela-se aqui a dimensão apotropaica dos sons das campainhas/chocalhos). Ancestralmente, este evento desenrolava-se ao longo de três dias, tendo o seu apogeu no já mencionado dia 20 de Janeiro, e após nove dias de orações (novenas). No último dia acendia-se a fogueira, com toda a simbologia que lhe está associada. Era igualmente feito um peditório ao longo da localidade. As pessoas ofereciam partes de animais (orelhas, pés, ou outros produtos, como sejam chouriças, etc), que no final eram leiloados, revertendo o respectivo pecúlio para a mordomia da festa. Estas chocalhadas, ou "pandorcas", chegaram a ser fortemente perseguidas pela hierarquia católica. Não obstante, conseguiram sobreviver até nós graças à resiliência do povo, que as manteve contra tudo e contra todos. Ameaçada de extinção pela sangria humana que afecta a comunidade, houve necessidade de criar uma entidade colectiva que a proteja. E foi assim que nasceu a "Confraria da Chocalhada em Honra de S. Sebastião", que se tornou responsável pela preservação e divulgação dos valores inerentes a esta interessante tradição. E foi esta Confraria que decidiu deslocar cronologicamente a festa para o fim-de-semana mais próximo do dia 20, para assim conseguir trazer os filhos da terra na diáspora a comungar do espírito comunitário. E, muito bem, digo eu...







De idêntica costumeira, dá-nos conta o Abade de Baçal em Soutelo, no âmbito das celebrações do "Bi-tó-ró". Não sei se ainda a preservam, mas será facto a constatar em posteriores diligências.
Por fim, aqui ficam os agradecimentos desta "reportagem":
- Francisco Pinto, Albino Rodrigues, António Galvão e José Moreno. Bem hajam.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

sábado, 17 de janeiro de 2015

Vamos a Bruçó de comboio?


Clicar nas imagens para ampliar (fotos surripiadas da página do Facebook do Fórum Carviçais).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A muralha de Bemposta, segundo Fernando Monteiro

Eis aqui uma interessante reconstituição da linha da muralha dionisina de Bemposta, proposta pelo Eng.º Fernando Monteiro (ver artigo completo aqui). Dessa muralha ainda restam alguns sectores, conforme se pode ver aqui. Pena que não se tenham conservado os "cubelos", mas certamente que a pedra fez falta para erigir algumas casas...
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O "novo" rio Sabor

As opiniões dividem-se. Sempre assim foi. É natural e salutar. Pela parte que me toca, embora também gostasse muito do rio Sabor antes da enchente, confesso que este "novo" me seduz igualmente. Afinal de contas, rio que é rio deve ter água (e se ela é importante!). Este conjunto de fotos é da autoria da nossa conterrânea Lídia Susana Tavares (albicastrense), que foi uma das responsáveis pelo vídeo promocional da Feira do Fumeiro de Montalegre, que tanto sucesso teve. Fica aqui uma palavra de agradecimento pela cedência das fotos para publicação no blogue.




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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Gastronomia rústica

Em contraponto com a cagança da gastronomia "made by chef", que parece estar tão na moda, existe uma riquíssima e variada gama de pratos confeccionados no aconchego das lareiras simples dos antros de xisto que acolhem os valores ancestrais do universo rústico. E são esses pequenos e olvidados tesouros que ainda vão fazendo as delícias dos palatos de alguns sortudos que a eles têm privilegiado acesso. Como foi o meu caso, ontem, em Vilarinho dos Galegos...


É pena que as cada vez mais proliferantes "confrarias" sirvam apenas para promoção de egos, negócios e desregradas orações a Baco. Pelo menos que eu saiba, não existe nenhum trabalho de fundo sobre investigação e divulgação da gastronomia tradicional levado a efeito por algum desses grupos a que pomposamente chamam "confrarias". Valham-nos Alfredo Saramago, Armando Fernandes e Virgílio Nogueiro Gomes...

Nota: as fotos documentam dois pratos: tripas e os chamados "miúdos" do borrego (nunca tinha provado. Estavam divinais).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Faia Alta

Para começar bem o ano e desgastar algumas calorias adquiridas na quadra festiva, nada melhor do que dar um pulinho à cascata da Faia Alta, em Lamoso. Sítio de uma beleza ímpar, hoje estava no ponto, pois a água caía com estrondo e abundância.



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sábado, 27 de dezembro de 2014

II Encontro de Máscaras de Mogadouro

Tal como anunciado, decorreu hoje o II Encontro de Máscaras de Mogadouro. Logo no início do certame, foi novamente apresentado o meu último livro "Festas de Inverno e Mascarados de Valverde". Apresentação que decorreu nas instalações do Posto de Turismo. Seguiu-se a concentração de mascarados e o desfile pelas ruas da vila até ao pelourinho, junto da "Fogueira do Galo", onde terminou. A finalizar, foram entregues pequenas lembranças aos grupos participantes. Depois do jantar, houve música tradicional para os mais resistentes ao frio.
 Uma das várias entrevistas dadas à comunicação social. Refira-se que o encontro mereceu ampla cobertura de órgãos de comunicação social regionais, o que é sempre de realçar.
Momento da minha intervenção.
Intervenção do apresentador da obra, Dr. Ilídio Simões Martins. Excelente orador e homem da Cultura.
O Chocalheiro de Vale de Porco a querer levantar a saia a esta pacata freira.
Fogueira do Galo.
Pormenor das ameias do castelo, captado pelo Francisco Pinto.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Careto de Valverde

"Bô! E em Valverde também há careto?"
Por estes dias é frequente ouvir isto. Sempre houve. Só que esteve adormecido. Este ano como que ressuscitou. Muito graças ao trabalho conjunto da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Valverde, da União de Freguesias de Mogadouro, Valverde, Vale de Porco e Vilar do Rei e do Município de Mogadouro. Prestei o meu modesto contributo através da redacção do livro "Festas de Inverno e Mascarados de Valverde". Hoje, finalmente, chegou o dia. E lá saiu à rua. Acompanhado pela "Velha" e pelo tocador da caixa.
Posso afirmar, com alguma pontinha de orgulho, que tudo correu da melhor forma. Os actores souberam incarnar as personagens. A população local aderiu à festa. As entidades organizadoras estiveram à altura do evento. Parabéns a todos, mas, sobretudo, parabéns à aldeia de Valverde que soube reconquistar o seu lugar no mapa dos rituais com máscaras. Da minha parte, resta-me agradecer a todos os que comigo colaboraram nesta saborosa empreitada. Um grande bem-haja.




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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mogadouro - postais da vila

Com votos de Festas Felizes, na companhia dos que amais, deixo-vos aqui alguns postais antigos de Mogadouro (com agradecimento ao amigo Rui Carvalho).





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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Forno da telha em Soutelo

Em recente deslocação a Soutelo, por motivos profissionais, fui alertado pelos meus clientes para a existência de um forno da telha. Encontra-se em estado de conservação que permite facilmente a sua recuperação.
Penso que seria interessante começar a inventariar este tipo de construções, recuperá-las e fazer um roteiro turístico temático...


Fotos: Antero Neto (clicar nas imagens para ampliar)
Glossário:
Grade - rectângulo de ferro, mais estreito numa das extremidades, onde se deitava o barro.
- Galapo - molde feito de choupo ou castanho, em forma de telha, e provido de um pequeno cabo, onde se coloca o barro que sai da forma.
- Raseiro - pau redondo, com cerca de 0,30 m de comprimento e 0,05 m de diâmetro, para alisar a telha sobre a grade.
- Masseiro - recipiente feito de madeira ou cavado num cepo. Contém água para o talhador molhar as mãos.
- Talheiro - tábua larga ou mesa. Assentava nele a grade, e servia para suporte do barro enquadrado na grade.
- Espadagão - pau comprido, de secção triangular, com que se açoitava o barro para o amaciar, depois de pisado pelos animais.
- Rodo - espécie de engaço para puxar as brasas.
- Ranhadouro - vareiro de carvalho ou freixo, com cerca de 5 metros, para levantar a lenha.
- Latão - badil (o mesmo que pá de ferro) grande, feito de folha de ferro, para deitar as brasas sobre o forno

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Tourada em Mogadouro - 1970

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Este cartaz é em pano e, segundo o amigo Rui Carvalho, que o descobriu, encontra-se à venda no ebay pela módica quantia de 19 dólares.