quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Forno da telha em Soutelo

Em recente deslocação a Soutelo, por motivos profissionais, fui alertado pelos meus clientes para a existência de um forno da telha. Encontra-se em estado de conservação que permite facilmente a sua recuperação.
Penso que seria interessante começar a inventariar este tipo de construções, recuperá-las e fazer um roteiro turístico temático...


Fotos: Antero Neto (clicar nas imagens para ampliar)
Glossário:
Grade - rectângulo de ferro, mais estreito numa das extremidades, onde se deitava o barro.
- Galapo - molde feito de choupo ou castanho, em forma de telha, e provido de um pequeno cabo, onde se coloca o barro que sai da forma.
- Raseiro - pau redondo, com cerca de 0,30 m de comprimento e 0,05 m de diâmetro, para alisar a telha sobre a grade.
- Masseiro - recipiente feito de madeira ou cavado num cepo. Contém água para o talhador molhar as mãos.
- Talheiro - tábua larga ou mesa. Assentava nele a grade, e servia para suporte do barro enquadrado na grade.
- Espadagão - pau comprido, de secção triangular, com que se açoitava o barro para o amaciar, depois de pisado pelos animais.
- Rodo - espécie de engaço para puxar as brasas.
- Ranhadouro - vareiro de carvalho ou freixo, com cerca de 5 metros, para levantar a lenha.
- Latão - badil (o mesmo que pá de ferro) grande, feito de folha de ferro, para deitar as brasas sobre o forno

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Tourada em Mogadouro - 1970

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Este cartaz é em pano e, segundo o amigo Rui Carvalho, que o descobriu, encontra-se à venda no ebay pela módica quantia de 19 dólares.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Colóquio sobre máscaras e festas de Inverno em S. Pedro da Silva

Como já aqui tinha anunciado, ontem teve lugar em S. Pedro da Silva, concelho de Miranda do Douro, um colóquio/tertúlia sobre máscaras e rituais de solstício. O evento decorreu no âmbito da celebração das festas de Santa Luzia, que integram um ritual de solstício - o Velho e a Galdrapa.
Hélder Rui Ferreira, responsável pelo projecto da "Rede Ibérica da Máscara", que também esteve presente, citando o Dr. Carlos Magno, disse: "pago para ter uma boa conversa". E a conversa foi óptima. Encontros desta natureza são essenciais para ajudar a descodificar e promover esta enorme riqueza imaterial que as terras do nordeste transmontano possuem. Divulgar, com qualidade, é urgente. A tarde/noite proporcionou abordagens distintas, mas convergentes nos aspectos que são transversais às festas com máscara. Tenho a certeza que a farta assistência presente (composta maioritariamente por alunos da Universidade Sénior de Miranda do Douro e população local) não saiu defraudada desta tertúlia cultural.
Aspecto da minha comunicação, em que procurei explorar hipóteses para a leitura e melhor compreensão dos símbolos das máscaras.
Presidente da União de Freguesias de Silva e Águas Vivas (Dr. Alfredo Cameirão), presidente do Município de Miranda do Douro (Dr. Artur Nunes), Mário Correia, Dr. António Mourinho, Dr. Carlos Ferreira e Antero Neto (oradores convidados).
Fotos: Rede Ibérica da Máscara.
Resta dizer que no final ainda fomos obsequiados com um saboroso repasto de batatas guisadas na panela de ferro, ao lume - como manda a tradição - e com uma pequena demonstração cénica do ritual local. Termino com um abraço ao Dr. Alfredo Cameirão, agradecendo a gentileza deste convite, que muito me honrou.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Pérolas soltas de "O Senhor Sete"

Apeteceu-me revisitar Trindade Coelho através da sua faceta de etnógrafo. A leitura de "O Senhor Sete" oferece-nos alguns momentos maravilhosos, impregnados pelo fino sentido de humor do notável homem de letras mogadourense. Aqui vão alguns apontamentos:

PADRES
"Lembra-me agora a conta do outro, que em vez de uma criada de cinquenta anos, como o bispo lhe prescrevera, arranjou duas de vinte e cinco"

JUDEUS
"E nunca me há-de esquecer que num romance russo que eu li, Tarass Bulba, se me não engano, dum escritor chamado Nicolau Gogol, há um judeu que é feito prisioneiro de guerra e amarrado a ferros debaixo dum carro de campanha, para morrer no dia seguinte. Pois não obstante isso, passada meia hora já tinha a sua tendinha debaixo do carro, e vendia aos soldados aguardente"

ATEUS
"Sobre isso de ateus, disse-me também o Sr. Ramalho Ortigão que Eça de Queirós tencionava pôr na boca de um, acho que na Relíquia, esta frase:
- Eu, graças infinitas sejam dadas à Misericórdia Divina, sou ateu!"

CHICHOS
"o meu querido e sempre lembrado chicho da minha alma, que vem a ser um bocadinho de carne que em vez de ir para o funil, e do funil para dentro da tripa, quando as mulheres estão a fazer os chouriços, vai mas é prà mão do rapaz - "Toma, guloso!" - da mão do rapaz pra cima da brasa, e da brasa, não tarda nada, para a barriga, com o gato ao pé a lamber os beiços, e com dois olhos que são duas brasas... Até mia!"

II Encontro de Máscaras de Mogadouro

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Para quem não puder estar em Valverde, no dia 25, sempre pode vir a este segundo encontro de máscaras, no dia 27, em Mogadouro.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Festa de Santa Luzia - S. Pedro da Silva

As festas de Santa Luzia realizam-se na aldeia de S. Pedro da Silva, no concelho de Miranda do Douro. Estas festividades integram um ritual de solstício de Inverno - o Velho e a Galdrapa, que foi recentemente recuperado. A convite da organização, que muito me honra, irei integrar um painel de oradores que dissertarão sobre temas ligados às tradicionais festas com máscaras do Nordeste Transmontano. O evento designa-se "Cumbersas d'Ambierno" e terá lugar no próximo dia 13 de Dezembro, a partir das 16.00h. Depois, há batatas e festa. Promete...
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mário Freitas na selecção nacional de futsal

Mais dois jogos da selecção nacional de futsal e mais uma chamada do atleta mogadourense Mário Freitas. Para quem não o conhece, é o número 10.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Publicidade mogadourense em castelhano - 1979

Publicidade a algumas casas comerciais mogadourenses em panfleto das festas de Fermoselle de 1979:


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Curiosidade histórica - produção de cereais

Em tempos de escassez, o governo de Salazar apelava à produção de bens essenciais. Eis um documento interessante que retrata essa época.

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sábado, 29 de novembro de 2014

Azinhoso e a espada de D. Nuno.

A primeira vez que visitei a igreja do Azinhoso foi quando andava no segundo ano do ciclo. Foi no âmbito de uma aula de História, conduzida pelo saudoso professor Frutuoso. Mostrou-nos a espada lavrada em alto relevo no chão granítico do templo e contou-nos a lenda segundo a qual D. Nuno Álvares Pereira teria ajoelhado ali para rezar e quando pousou a espada, ela teria ficado lá gravada. Hoje, a versão que se encontra assinalada é a de que se trata do túmulo de um peregrino de Santiago.
A famosa espada.
Com o exímio escultor local, popularmente conhecido por "Ferrinho", junto à estátua do Condestável, por ele superiormente executada.

Para finalizar, fica um breve apontamento histórico sobre a outrora vila do Azinhoso, retirado das Memórias Paroquiais de 1758:
"Tem hua caza de hospital de pouca concideraçam, o qual administra a Santa caza da Mizericordia desta villa por seus irmãos de Meza com o rendimento de alguas fazendas que deixou para esse efeito determinadas no testamento com que faleceu hum Martinho Soeiro morador que foi nesta villa; porém são rendas limitadas e na verdade hé hua pobre Mizericordia."

terça-feira, 25 de novembro de 2014

II Encontro de Máscaras de Mogadouro

Dia 27 de Dezembro de 2014, com apresentação do meu livro "Festas de Inverno e Mascarados de Valverde" (às 14.00 horas, no Posto de Turismo de Mogadouro).
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Santo André - quinta de baixo

Pormenores urbanísticos...
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sábado, 15 de novembro de 2014

Futeboladas de outros tempos

I. Esta é de 1969 (o ano em que nasci). Segundo diz o Aníbal Palhau, que cedeu a fotografia, nos dias de festa era habitual juntar-se um grupo de jogadores e ir defrontar a equipa da aldeia. Neste caso, o desafio foi em Paradela.
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O elenco é o seguinte:
1. Em pé, da esquerda para a direita: José Ramos (comandante dos BV de Sendim), António Louceiro, Armando Palavras, Manuel Pinto (Pena), Manuel Russo, Chico Filipe e Aquiles Pinto (já falecido).
2. Em baixo, da esquerda para a direita: António, Zé Branco, Palhau, Chico Cavadas (falecido) e José Manuel.

II. Esta ainda é mais antiga e representa a equipa do Penedo, vencedora de um torneio organizado pelo Mogadourense.
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Elenco:
1. Em pé, da esquerda para a direita: Aníbal Lopes (já falecido), José Freitas, Calejo, Luís Branco e Machado.
2. Em baixo, da esquerda para a direita: Palhau, Tibério, Zé Branco, Virgílio Lopes (já falecido) e Domingos Logarinho.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Careto de Valverde

Aqui está a máscara do Careto de Valverde. Tudo se encaminha para que esta figura seja reabilitada (juntamente com a Velha). O livro, de minha autoria, já está na editora. O fato também está a ser confeccionado. Tudo graças ao trabalho de equipa entre mim, a Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Valverde e a União de Freguesias de Mogadouro, Valverde, Vale de Porco e Vilar do Rei, com o Município também a apoiar. Nos próximos dias 25 e 27 de Dezembro, em Valverde e Mogadouro, respectivamente, os curiosos poderão observar este novo/velho membro da família solsticial do concelho de Mogadouro.
Foto: Núria Borges.

Nota: os chocalhos não fazem parte do ritual. Serviram apenas para compor o cenário.

sábado, 25 de outubro de 2014

Valverde

Tarde soalheira, a convidar a um saltinho a Valverde, para mais dois dedos de agradável conversa e meia-dúzia de instantâneos para o livro. Fui convidado a entrar numa adega, onde sorvi histórias castiças de uma biografia com recuos até há 60 anos atrás, quando a economia girava à volta dos lagares de azeite e a malta nova ia estudar para Bragança. Relatos pitorescos que aqui não se podem reproduzir, mas que me fizeram soltar bem dispostas gargalhadas. Tudo à volta de um lagar do vinho e de... uma pinga, pois claro!
 Fonte da Fontose, depois de refeita.
 Ponte do séc. XVII, que permite a ligação à vizinha aldeia de Meirinhos.
 Construções típicas em xisto.
 Argola para prender os animais.
 A boa e velha alquitarra de cobre, onde se fabrica a aguardente, ao pé dos potes do azeite.
Velhinho enxofrador.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

As minas do Souto

"Possue esta pequena aldeia minas de prata, ferro, estanho e antimónio. A respeito d’estas minas lê-se nas Memorias parochiaes de 1758 o seguinte: “Nas margens d’este rio (Sabor) distante desta Villa hua legoa para a parte da Banda do Sul, no termo da quinta do Souto que hé do concelho de Mogadoiro forão discubertos huns mineraes em outro tempo que seria pelos anos de 1726 ou 27, donde se tratou de seu descubrimento por espaço de tres annos; tirando d’elles cobre e prata, estanho e antimónio (...)" - in, As Terras de Entre Sabor e Douro, JM Martins Pereira.


 Ruínas da casa de apoio à exploração das minas.


 Aspecto da boca de duas das quatro explorações existentes no local.
 A Quinta da Barca, perdida na paradisíaca paisagem que a envolve.
O lanche que finalizou a visita, para atenuar a estafa apanhada na subida da ravina.

Antes que as águas do Sabor engulam as minas do Souto, resolvi lá dar um salto para que fiquem registadas em imagem. O local é de acesso complicado, mas, graças à ajuda do Carlos Garnacho e do Altino Teixeira, foi possível lá chegar. Fica aqui o meu agradecimento a ambos pela ajuda e disponibilidade.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

domingo, 19 de outubro de 2014

Por terras de Valverde...

Tendo como objectivo a recolha de algumas imagens para ilustrar o meu próximo livro (que versará sobre Valverde e as suas tradições), andei a percorrer alguns locais que já conheço muito bem, mas que continuam a exercer magnético fascínio sobre a minha pessoa. Rumei até ao Souto, onde pude observar o remanso da paisagem cuja beleza esmagadora nos absorve de tal forma, que nos esquecemos do tempo.
Souto.
Dali, continuei pela velhinha e esburacada estrada de macadame até ao Santo André, onde observei com agrado o templo restaurado. Verifiquei igualmente que começam a restaurar algumas casas particulares. É bom sinal. O Santo André é um local mágico. Faz-nos querer recuar no tempo. Sentir a azáfama dos ranchos de apanhadores de azeitona que vinham de fora. Vivenciar as suas experiências; observar os convívios; escutar as historietas maravilhosas que certamente se contavam nos serões animados pelos mais conversadores...



Pormenores de Santo André.
 Este ano é propício aos cogumelos. De todas as variedades, cores, tamanhos e feitios, são um verdadeiro pitéu para quem os aprecia. Há quem não lhes toque, e há quem se lambuze por eles. Pessoalmente, sou apreciador. Dos que conheço bem...
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Entretanto, fez-se tempo de rumar a Valverde. Tempo de reencontro com amigos e de trocar dois agradáveis dedos de conversa, enquanto bebíamos uma cervejita à porta do café. Falámos um pouco de tudo, e como era dia de Taça, lá resvalou a laracha para a bola. Os meus amigos Armando e Manuel ainda são do tempo dos privilegiados que viram jogar o imortal Eusébio. Benfiquistas ferrenhos, ignorámos ostensivamente a tareia que, lá dentro, na televisão do bar, o leãozinho dava ao "super-mega-hiper-novo-rico-dragom-espanhol" de mister "Flopetegui".

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Feira dos Gorazes - história

No pretérito dia 10, a convite da direcção da ACISM, participei no programa da Rádio Brigantia ("Viagens na Minha Terra"), onde dissertei sobre a história da Feira dos Gorazes. Faltou-me referir que nas informações fornecidas pelo pároco de Mogadouro no âmbito do inquérito paroquial de 1758, o prelado escreveu que se fazia feira anual em 15 de Setembro e 15 de Outubro. As feiras em questão tinham três dias, sendo os dois primeiros dedicados ao "trato" e o terceiro ao gado, no "cabeço".

Já agora, outra curiosidade a propósito da festa de N. Sra do Caminho: escreveu o responsável religioso que a mesma era uma grande romaria que se realizava a... 15 de Agosto!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Na pista de Manuel São Pedro, em Travanca

Desafiado pelo Victor Valdemar Lopes, rumámos a Travanca na demanda de dados biográficos referentes a ti Manel São Pedro, o famoso gaiteiro que por ali viveu. Percorremos algumas casas e falámos com outras tantas pessoas que nos foram dando algumas pistas.
Tive oportunidade para fotografar a caixa e bombo de ti Eduardo, famoso percussionista que acompanhou ti Manel São Pedro, entre outros. Os objectos encontram-se à guarda dos familiares.

Além de gaiteiro, de construtor de gaitas de foles e de altares, descobrimos por mero acaso, numa das casas visitadas, dois fusos e uma roca feitos pelo Mestre São Pedro. A proprietária guarda-os zelosamente como recordação de sua mãe. Ainda bem...
Fotos: Antero Neto.
O Victor teve a sorte de se ver agraciado com a doação de um dos fusos.
Fica aqui o agradecimento a todos os que nos souberam acolher e tiveram pachorra para nos aturar. Gratos pela inestimável simpatia e hospitalidade.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A barragem de Bemposta

"Para comemorar as obras do aproveitamento hidroeléctrico do troço internacional do rio Douro, amanhã, 17 de Outubro, os Chefes de Estado de Portugal e de Espanha, Almirante Américo Thomaz e Generalíssimo Francisco Franco, presidem à cerimónia comemorativa da conclusão das obras. (...)
As negociações para a realização deste empreendimento datam do ano de 1927, no qual, a 23 de Agosto, foi celebrado entre Portugal e Espanha o "Convénio para regular o aproveitamento hidroeléctrico do troço internacional do rio Douro".
(...) foi constituída, em 1952, a Comissão Luso-Espanhola prevista no Convénio...
(...) Segundo o estabelecido no Convénio, o troço internacional do rio Douro foi dividido em duas partes de acordo com a queda disponível, cabendo a cada país o aproveitamento de troços com um desnível total da ordem dos 200 metros.
Em face da topografia local e das necessidades de energia o troço reservado a Portugal foi aproveitado mediante a construção de 3 Barragens e centrais subterrâneas - Picote, Miranda e Bemposta - e no troço reservado à Espanha foram construídas 2 Barragens e respectivas centrais - Sanoelle e Aldeadavila." (in "Mensageiro de Bragança" - 16/10/1964).

O redactor deve ter-se enganado na designação de uma das barragens espanholas, pois trata-se de "Saucelle" e não "Sanoelle".

Uma nota final, a propósito de Chefes de Estado e da histeria inqualificável que se apoderou de certos grupos parlamentares da Assembleia da República a pretexto da exposição dos bustos dos presidentes da república portuguesa: querem reescrever a História (como era usual nos tempos do amigo Estaline)? Ou estarão a dar razão póstuma a Seguro, que jurava a pés juntos que andam por ali 50 mamíferos a mais?

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O inventário dos bens do Convento de S. Francisco

Como é sobejamente sabido, por decreto de 30 de Maio de 1834, Joaquim António de Aguiar, também conhecido entre o povo como "Mata-Frades", foram mandados extinguir todos os conventos religiosos e afins, com a inerente incorporação dos seus bens na Fazenda Nacional (com excepção dos vasos sagrados e paramentos, que foram entregues aos Ordinários das dioceses).
O Convento de S. Francisco, em Mogadouro, não constituiu excepção. Para quem quiser saber que bens foram apreendidos, já se encontra disponível o inventário na página web da Torre do Tombo.

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