Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Instantes...

... com cheirinho a Primavera (saudades dela...).
 Penas Róias.
 Penas Róias.
 Algosinho.
 Algosinho.
Estação de Mogadouro.
Fotos: Antero Neto.

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Homens de Granito: datas e locais de apresentação

Então, para os interessados, aqui ficam as datas e locais de apresentação do meu mais recente livro:

1. Mogadouro: Feira do Livro, dia 02 de Junho, pelas 15h, 30m;

2. Lisboa: Feira do Livro, Pavilhão da APEL, 26 de Maio, pelas 19h, 00m;

3. Bragança: Artes e Letras / Encontro de Academias de Letras Lusófonas, 07 de Junho, pelas 15h, 45m.

Sábado, 11 de Maio de 2013

Os fornos do Santo Antão

Convidado pelo AECT Douro/Duero, no âmbito de uma acção de intercâmbio jovem, inserido num conjunto de actividades a envolver rapaziada da Polónia, Itália, Espanha e Portugal, fui até Remondes, onde tive o prazer de conhecer pessoalmente António Cordeiro, gestor do blog "Remondes On Line". Por proposta dele, fomos em passeio até à bela quinta de Santo Antão, onde já tinha estado o ano passado, na festa local.
 Nesta altura do ano, os montes enchem-se de cores sortidas que embelezam de forma ímpar a nossa região. A propósito das giestas com flor amarela, António Cordeiro explicou-me que elas foram introduzidas na Península pelos romanos e que se destinariam a combater a "ronha" - doença que afectava o gado ovino.
 A magnífica flor da esteva.
Casa típica, no meio da aldeia de Remondes, "emparedada" por duas construções recentes.
 A quinta de Santo Antão, com os seus prados floridos.
 António Cordeiro a servir de cicerone a um grupo de italianos.
Um dos muitos fornos da pequena localidade.
Fotos: Antero Neto.
Uma das curiosas características do pequeno aglomerado urbano do Santo Antão prende-se com o elevado número de fornos de cozer o pão que ali se podem encontrar. A explicação, segundo António Cordeiro, prende-se com as péssimas relações de vizinhança, que faziam com que ninguém quisesse depender de favores dos outros. Impressionante! Os italianos ficaram incrédulos. Como é que era possível?
Foi uma boa caminhada, onde pude aprender mais alguma coisa. O meu muito obrigado à Conceição Meirinhos, em representação da AECT e da autarquia local, e a António Cordeiro, que é um poço de conhecimento, e com quem tenho que voltar a encontrar-me para mais umas visitas ao termo de Remondes.

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Torneio de Veteranos - 11 de Maio, em Mogadouro

Clicar na imagem para ampliar.

Ora aqui está mais um torneio de futebol, na classe de veteranos. Parabéns para esta malta que vai mantendo viva a chama da bola por estas paragens. Ao mesmo tempo, dinamizam um pouco a actividade económica da vila. Bem hajam!

Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

Memórias (estação CP - Mogadouro)




Fotos: Antero Neto.

Há dias assim. Dias em que uma pessoa olha e põe-se a sonhar. Sonhar com a recuperação da linha do Sabor para fins turísticos. Sonhar com estações recuperadas para pousadas. Sonhar com um restaurante panorâmico no topo dos silos. Enfim... sonhos...

Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Capela de S. Miguel - Penas Róias

Em conversas tidas com o falecido Alberto Isidoro, vieram diversas vezes à baila as ruínas da capela de S. Miguel, junto à ribeira, em Penas Róias. Nunca tinha conseguido encontrá-la, até que ontem, quando estava no belo parque de merendas, pedi instruções a ti António Fernandes, que me ensinou o caminho. E lá dei com ela!
Com um arco de entrada que presumo de volta redonda, e um arco de configuração gótica a meio, deve ser contemporânea da capela de S. Fagundo, em Urrós. Curiosamente, ambas tiveram o mesmo triste fim: a ruína e a infestação por vegetação selvagem. É pena, pois são dois templos pequenos, mas muito bonitos (pelo menos, a julgar pelos restos mortais). Falaram-me na intenção de a recuperar. Oxalá o pessoal da aldeia se anime.
O local é aprazível e seria um bonito complemento para o referido parque.



Pelo menos, que façam uma limpeza aos vestígios existentes. Já ajudava qualquer coisa...
Entretanto, na base do monte, chamou-me a atenção um buraco que me parece tratar-se de uma exploração mineira. Como a equipa de arqueólogos espanhóis estará de volta para a semana, tentarei tirar as dúvidas com eles.

Sábado, 4 de Maio de 2013

Vilarinho e Fragas do Diabo

Um feliz acaso de um encontro fortuito, levou-me ao contacto com o Pedro Lopes, meio sete-camadas-e-meia, mas criado em Vilarinho dos Galegos, onde actualmente explora um lar para a terceira idade (Lar da Avó Guilhermina). Como também é um apaixonado destas coisas do património e da arqueologia, ofereceu-se de imediato para me fazer uma visita guiada por alguns locais da freguesia. Assim, hoje de manhã, lá nos fizemos à estrada, até Vilarinho, onde o Pedro se encarregou de nos levar a conhecer aquilo que supomos tratar-se de uma sepultura escavada numa rocha, num pequeno promontório sobranceiro à aldeia.


 No local, que pertence à D. Elisa, que por acaso é minha formanda e se encontrava ali perto em labor agrícola, ainda vislumbrámos aquilo que o Pedro opinou ser uma espécie de anta. Não me pareceu descabida a suposição. Dali, fomos até ao castro, para que o amigo portuense, Pedro Rocha, a esposa Virgínia e o resto da vasta equipa que me acompanhou nesta expedição, pudesse apreciar a imponente paisagem que o circunda.

Já a caminho da aldeia, o Pedro ensinou-me um forno de secar figos. Estrutura curiosa que nunca tinha visto presencialmente, pois em Bruçó desconheço a existência de algo parecido.
Depois de largo intervalo para almoço, porque a jornada foi dura, atacámos o caminho em direcção às Fragas do Diabo, no termo de Vila dos Sinos, e de que aqui já tinha dado conta. Por não conhecer bem o trajecto, andámos às voltas pelo monte, em verdadeiro corta-mato. Uma aventura que os pequenos dificilmente esquecerão, mas que valeu a pena por ter sido coroada de êxito. Custou, mas encontrámos as ditas gravuras rupestres. Neste local paradisíaco, próximo de rebelde curso de água, os diversos painéis revelaram-se muito idênticos aos de Palaçoulo (inclusivamente com duas pequenas covas no meio de um conjunto de traços).


Infelizmente, dois dos painéis de gravuras já foram danificados por vândalos criminosos.  O local fica a justificar uma segunda visita para melhor prospecção das rochas circundantes.
Fica aqui um forte abraço ao Pedro Lopes, a quem tenho que retribuir a gentileza com uma visita ao Castelo dos Mouros de Bruçó.
Fotos: Antero Neto.

Quarta-feira, 1 de Maio de 2013

Tarde arqueológica em Palaçoulo

Tendo sido convidado para ir degustar um bicho do monte a Palaçoulo, acabei por cirandar pelos campos em busca de sítios arqueológicos. Não fiquei desiludido. Passei uma tarde fantástica. O bicho apresentou-se refogado com batatas cozidas ao almoço e com arroz à mistura, durante a ceia.




Sítio da "Fraga da Moura", com interessante conjunto de gravuras rupestres. Na última figura pode observar-se um local onde foi exercida actividade mineira. Ainda vi outro local, nos "Casalinhos", onde não tenho dúvidas de que houve igualmente uma pequena exploração mineira. Ficaram outros locais por ver, com visita guiada já prometida.
 Além do bicho do monte, ainda tivemos oportunidade para nos deliciarmos com uma omelete de "norças" (também conhecidas por espargos selvagens), a acompanhar uma salada de cunqueiros (azedas).
 O figurão da imagem é argentino e casou em Palaçoulo. Rodolfo de seu nome próprio, é um conviva ímpar. Ao pé dele ninguém consegue estar triste.
O local do convívio, longe de tudo, com belas paisagens a envolvê-lo, ajudou, e muito, à perfeição do dia.
Fotos: Antero Neto.

Epicur - Abril 2013

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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013

Museu Rural em Peredo da Bemposta

Conforme prometido, aqui fica o registo da visita ao pequeno museu etnológico da família do Sérgio Delgado, em Peredo da Bemposta. Encontra-se ali um pouco de tudo, relacionado com as actividades e a vida rural de outros tempos. Este espaço revela notável bom gosto e preocupação com a preservação da memória colectiva. E é um bom exemplo de como se podem fazer coisas interessantes sem andar a mendigar e a choramingar por apoios públicos. Está na casa particular da família e reúne uma importante colecção de artefactos. Alguns são facilmente identificáveis. Outros, só com explicação do proprietário.
 Entrada da graciosa adega subterrânea que a família construiu numa propriedade fora da malha urbana da aldeia. Já ali tinha estado em 2005, conforme pude constatar pelo registo no livro de presenças.



 Pormenores do museu familiar.
Trabalho interessante, executado pelo Sérgio, a partir do rodado de um carro de bois.
Fotos: Antero Neto.