quinta-feira, 21 de abril de 2016

Direcção da ACISM demite-se

A Direcção da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mogadouro demitiu-se. Na minha qualidade de associado, não posso deixar de lamentar a decisão. Aquilo que tinha sido um "projecto" para três anos, acabou por durar apenas um, defraudando assim as naturais e legítimas expectativas dos sócios que depositaram a sua confiança nesta equipa (imagino o que pensarão os que vieram votar desde Braga, por exemplo...).

Os órgãos sociais ainda em actividade (clicar na imagem para ampliar).

Ficou agendado novo acto eleitoral para o próximo dia 16 de Maio, com prazo de entrega de listas fixado para o dia 06 de Maio, às 17h30 (aguardemos que isto seja escrupulosamente cumprido...). Espero sinceramente que apareça a escrutínio um grupo de candidatos com real capacidade, determinação e coragem para conduzir os destinos desta associação, tão importante no concelho...

terça-feira, 19 de abril de 2016

Assembleia Constituinte - António Ruano

Como é do conhecimento geral, celebra-se este ano o quadragésimo aniversário da Constituição da República Portuguesa, aprovada em 1976. Para que o documento visse a luz do dia foi necessário proceder a eleições que indigitaram a chamada "Assembleia Constituinte", que teve em mãos a responsabilidade de elaborar e fazer aprovar o texto fundamental da nação. O que poucos mogadourenses saberão é que entre os deputados que a integraram, pontuou um conterrâneo nosso: António Maria Lopes Ruano, eleito pela lista do PPD do círculo eleitoral do distrito de Bragança.

Clicar nas imagens para ampliar.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Jornada cultural com Paco Díez, em Mucientes, Valladolid

Em resposta a um convite do reputado músico Paco Díez, fomos hoje a Mucientes, perto de Valladolid, visitar as instalações da sua "Aula Museu". A comitiva foi composta por mim, pelo Victor Lopes, pelo Jorge Lira e pelo alcaide de Vilarinho dos Galegos, Manuel Garcia. A simpatia do anfitrião só tem comparação na grandiosidade das instalações do seu museu e sala de espectáculos.
Antes da visita guiada, tivemos direito a um lauto repasto, servido a doze metros de profundidade, na sua magnífica bodega (que em comparação com a minha "Catacumba", apelidei de "catedral", tal a dimensão e qualidade das respectivas instalações). Aproveitámos o ensejo para gizar as bases de uma iniciativa cultural que, caso se venha a concretizar, irá enriquecer sobremaneira o panorama do concelho de Mogadouro em geral e a aldeia de Vilarinho dos Galegos, em particular.
 A equipa, antes de mergulhar nas profundezas da terra (o Jorge estava atrás da máquina).
 Além de um excelente músico, de reconhecida categoria, Paco Díez exibe dotes de muito bom cozinheiro. Aqui estava em plena confecção de umas deliciosas sopas de alho, que abriram as hostilidades. Seguiram-se secretos de porco e morcela de Burgos, acompanhados por um bravo "Pinna Fidelis".
 Tivemos ainda direito a queimada galega, acompanhada pela leitura do respectivo esconjuro.
 A seguir à animada troca de ideias, veio o momento musical com actuações do anfitrião, do Victor e do Jorge.
 Aspecto do auditório, por onde passam grandes e prestigiados músicos ao longo do ano.
 A visita guiada ao museu incluiu algumas performances do Paco, que nos deixaram maravilhados. Até com dedais e uma frigideira consegue fazer música!
Algumas das muitas peças expostas.

sábado, 2 de abril de 2016

Tascas de Mogadouro

Enquanto esperamos pela publicação do trabalho do amigo Victor Valdemar Lopes sobre as tascas de Mogadouro, vamos recolhendo aqui e ali alguns depoimentos interessantes. Em dia estafante, após árduo trabalho agrícola, encontrei-me com a habitual trupe no restaurante "Paladares de Sempre", propriedade do simpático e competente casal Eduardo e Natércia. Ti Henrique "Cigarrilha", com a sua habitual proverbialidade, começou a fazer desfilar uma galeria de personagens únicas e inimitáveis que pontuaram o quotidiano mogadourense.

Velho livro de contabilidade da tasca de meu avô.
Lembrei-me de uma história que me contou meu avô paterno, José Lopes, natural de Carviçais (mais conhecido por ti Zé Cató), que foi proprietário de uma tasca em Bruçó. Dizia ele que quando determinado grupo começava a jogar à sueca, e depois de já estar bem bebido, misturava nas canecas metade vinho e metade água, para fazer render a noite. Todos bebiam a mistela sem protesto. Excepto um. Esse, que era o que bebia mais, quando sentia que o vinho tinha sido adulterado, dizia logo: "ó ti Zé, não baptize o vinho!"
Vem isto a propósito da tasca do "Chico Padrinho" que, segundo ti Henrique contou, secundado por outros presentes, lavava os copos do vinho tinto numa pia de pedra cheia de água. A páginas tantas, a água da pia já estava tão tingida, que os últimos clientes bebiam-na como se fosse vinho....

sábado, 26 de março de 2016

Batida aos lobos - Castanheira, 1966

A edição de 01 de Abril de 1966 do jornal "Mensageiro de Bragança" dava-nos notícia de uma batida aos lobos ocorrida na serra da Castanheira, em 20 de Março desse ano:

"No dia 20 de Março, realizou-se uma batida aos lobos na serra da Castanheira, concelho de Mogadouro.
Foi organizada pela Comissão Venatória do Norte, com a colaboração dos Serviços Veterinários e da Câmara Municipal.
Iniciou-se às 9 e 30 horas, compareceram caçadores de Moncorvo, Rebordosa, Mogadouro e concelho. Reuniram-se 40 caçadores, e um reduzido número de batedores, pois não compareceram devido, talvez, ao frio e ao trabalho não ser remunerado. Viu-se 1 lobo e 5 raposas sendo abatida 1 uma delas pelo caçador, sr. Nicolau Ferreira. É de lastimar a falta de interesse da Comissão Venatória Concelhia, que nem sequer se dignou aparecer na recepção aos atiradores e na própria batida. É também de salientar a a prestável colaboração da Venatória Regional do Norte bem como dos Serviços Veterinários Municipais. De salientar ainda e agradecer ao senhor Francisco Roxo o valioso auxílio que prestou a tão útil batida. Pena foi, que os batedores e até os caçadores comparecessem em tão pequeno número, não podendo , assim, ser dizimada uma maior quantidade de animais ferozes, que trazem assustadas as populações da região." (fonte: "Mensageiro de Bragança", edição de 24 de Março de 2016)
Lobo (canis lupus). Foto: ICNF.

Desta notícia, destaco dois pormenores: o louvável alheamento dos caçadores locais e a presença do pai de Daniel Roxo. Quanto à ferocidade do bicho, posso testemunhar que já avistei um, em plena serra de Gajope, a cerca de dez metros de distância e... foi ele que fugiu de mim!

terça-feira, 22 de março de 2016

Semana da leitura na Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Mogadouro

A convite da Direcção do Agrupamento de Escolas de Mogadouro, estive no pretérito dia 14 de Março na Biblioteca Escolar, a participar na "Semana da Leitura". Foi uma hora bem passada com os alunos de uma turma de 9.º ano. Deixo aqui o meu agradecimento pelo convite à Direcção escolar e um elogio à responsável da biblioteca, prof.ª Carla Ferreira, pela forma perfeita como tudo decorreu.
 Momento da apresentação.
Entrega de lembrança.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Exaltação da Capa de Honras Mirandesa e "Três Culturas Três" - jornada cultural no Planalto

O meu amigo Mário Correia costuma dizer que é um privilégio viver no Planalto. E, de facto, há dias assim. A jornada cultural começou em Miranda do Douro com a cerimónia de exaltação da Capa de Honras Mirandesa. Esta rica peça de vestuário, confeccionada em burel, que outrora servia para abrigar as gentes de Mirando Douro e Terras de Aliste durante os "nove meses de Inverno" que assolavam a região, serve hoje como mais um importante marco cultural da zona que abrange territórios dos dois lados da fronteira luso-espanhola. Tive o prazer e a honra de envergar uma capa, gentilmente cedida pelo Dr. Artur Nunes para a ocasião. Parabéns ao Município por mais esta iniciativa de valorização do património e da cultura deste rincão.

Em frente aos Paços do Município, juntamente com alguns convidados e anfitriões. 

Fotografia de família, em frente à Sé de Miranda do Douro (foto: Luís Falcão).

Isto, foi durante a manhã e parte da tarde. Depois, à noite, já em Mogadouro, foi tempo para me deliciar com o magnífico espectáculo musical do projecto "Tres Culturas Tres", liderado por Paco Díez e composto pelos seguintes elementos: Wafir S. Gibril, Raul Olivar, Carlos Ramírez, Isabel Martín e Tessi Ladera (bailarina).

Além das deslumbrantes performances musicais, este concerto trouxe ainda momentos de refinado humor (como, por exemplo, quando Wafir fala de si e diz "yo soy musulman. Mi mujer es musul... woman!"), algumas reflexões sobre o sentido e as ligações intrínsecas entre as três grandes religiões monoteístas (daí o nome do projecto), bem como declarações com sentido de intervenção (como quando se disse que ao invés de reagirmos às desgraças com um minuto de silêncio, devíamos, outrossim, reagir com um forte grito de raiva e indignação).

Simplesmente fantástico!

 









"Apanhado" na plateia (foto: Luís Falcão).

Resta acrescentar que o Paco Díez, com um generoso gesto de amizade, ainda teve a preocupação de trazer um presunto ibérico para ser degustado na "Catacumba". Grande abraço!

terça-feira, 15 de março de 2016

Época pascal

E porque estamos próximos da Páscoa, aqui ficam alguns objectos relacionados com as tradições cristãs...
 Matraca (usada quando não se podia tocar o sino) - Museu de Arte Sacra do Azinhoso.
 Varas dos juízes - Museu de Arte Sacra do Azinhoso.
Objectos litúrgicos - Vila de Ala.

sábado, 12 de março de 2016

Homenagem a Amílcar Paulo, em Freixo de Espada à Cinta

Convidado pelo Pimenta de Castro, fui até Freixo de Espada à Cinta assistir a um colóquio em homenagem ao grande vulto da cultura, com notável obra no âmbito do criptojudaísmo, que foi Amílcar Paulo, investigador e estudioso incontornável nesta temática, descendente da aldeia de Fornos. O painel de oradores foi composto por Pimenta de Castro e Adriano Vasco Rodrigues. A acolher-nos tivemos a presidente do município local, Maria do Céu Quintas e o respectivo vice-presidente, Artur "Nené" Parra, aos quais agradeço a hospitalidade e a simpatia demonstrada durante toda a jornada.
Foi um grande prazer conviver com um enorme símbolo da cultura nacional, o sr. Professor Adriano Vasco Rodrigues, que ao almoço nos proporcionou encantadoras histórias da sua vida pessoal e durante a palestra maravilhou a assistência com a sua capacidade fantástica de comunicação e imenso saber, construído ao longo de profícuos 88 anos de vida.

Aspecto da mesa (peço desculpa pela qualidade da imagem, mas foi captada com o telefone).

Houve ainda tempo e oportunidade para rever e dar um abraço a velhos amigos, como Leonel Brito, João Paulo Castanho e Alfredo Ribeiro.

quinta-feira, 10 de março de 2016

O gravador João José dos Santos

João José dos Santos foi gravador de profissão e nasceu em Lisboa, no ano de 1806. E o que é que este sujeito fez para merecer a minha atenção? Além da obra artística que legou à posteridade, foi nomeado administrador das minas de chumbo de Ventozelo, pelo Intendente Geral das Minas, em Abril de 1833. Ocupou esse cargo durante cinco anos.

Igreja de Ventozelo.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Rancho Folclórico do Variz - 1957


Clicar nas fotos para ampliar.
Por cortesia do Victor Valdemar Lopes, publica-se aqui um precioso registo fotográfico do Rancho Folclórico do Variz proveniente do espólio pessoal de Manuel José da Graça (gentilmente cedida pela sua filha Lídia), obtido em 1957. Precioso!

domingo, 6 de março de 2016

Serra da Velha, em Remondes

A noite esteve gélida, mas isso não foi suficiente para afastar uma pequena multidão que participou ontem à noite em mais uma recriação da festa da "Serra da Velha". Na edição do ano passado fiz a leitura deste ritual de raiz pagã (ver aqui). Estão, mais uma vez, de parabéns o executivo local, liderado por António Cordeiro, bem como a Associação de Desenvolvimento Social e Cultural de Remondes, liderada por Conceição Meirinho, pela preservação das suas (nossas) tradições.
Foto: Francisco Pinto.
Apenas duas breves notas críticas:
- em minha opinião, não devia ser feita a explicação do ritual dentro do próprio ritual, pois não me parece ser de interesse. As pessoas vão lá para assistir à festa e não para que lha expliquem (ainda por cima, a exposição feita não estava muito correcta, nomeadamente na parte em que se afirmou que é uma tradição típica do Nordeste);
- com o devido respeito por opinião contrária, achei a festa do ano passado mais genuína, sóbria e autêntica.

sábado, 5 de março de 2016

As pataniscas de bacalhau do "Verbo"

Mogadouro é terra bem servida de restaurantes. Temos A Lareira, A Tasquinha, Primavera, Dias, etc... Poucas localidades se poderão gabar de tanta fartura. Há um em particular pelo qual sempre nutri simpatia: o Cantinho. À encantadora cozinha caseira de D. Elizabete, alia-se o carácter do anfitrião Luís Felgueiras. Se houver tempo, tem sempre uma história castiça para nos contar. Ontem, como tinha que estar às duas da tarde no tribunal de Bragança, fui almoçar mais cedo. Sendo nós os primeiros a entrar e tendo por almoço umas deliciosas pataniscas de bacalhau, acompanhadas por soberano arroz de tomate, tivemos direito à saga do "Verbo" e das suas pataniscas de bacalhau.
Fotografia meramente ilustrativa.
O "Verbo" era o dono de uma tasca situada na Rua Direita, em Bragança. Humilde analfabeto, gostava de se dar ares de intelectual: "quando fecho a porta, vou buscar o meu Stradivarius e sento-me a tocar num canto. Arregala-me a alma!" - confidenciava com ares de importância aos clientes mais assíduos. Naquele tempo, não havia liceu em Mogadouro e a rapaziada tinha que ir estudar para Bragança. Era o caso de Luís Felgueiras e mais alguns mogadourenses. Frequentavam o Verbo, onde as bebidas eram mais baratas e se comiam uns petiscos populares. Embora fossem mais dados ao presunto e ao salpicão, o tasqueiro conseguiu-os convencer a atirarem-se às pataniscas.
E dizia-lhes em tom desafiador: "se encontrardes alguma espinha nas minhas pataniscas, pago eu a conta!" Eles bem procuravam as espinhas, mas nada! Nem uma para amostra! Até que um dia, um deles teve uma ideia brilhante. Como lhe serviram bacalhau ao almoço, guardou uma espinha no bolso e levou-a com ele. Havia de ser aquela que ia tramar o Verbo!
Abordou os restantes e disse-lhes: "hoje podemos comer e beber à vontade, que quem vai pagar a conta há-de ser o Verbo!"
Assim fizeram: toca de encher a mula como deve ser! Quando já estavam fartos, o nosso protagonista chamou o dono da tasca e, exibindo-lhe a espinha que tinha levado no bolso, atirou: "hoje pagas tu a conta! Encontrei esta espinha nas pataniscas!" Os outros secundaram-no. Era verdade, sim senhor!
Calmo e com a habitual prosápia, o Verbo sentenciou o episódio: "isso não pode ser, rapazes. As minhas pataniscas não levam bacalhau!"

Post Scriptum: após a divulgação deste post no Facebook surgiram alguns comentários que obrigam a rectificação: seria "Berbo" e não "Verbo" (o que tem lógica). E afinal, não era analfabeto e tinha mesmo um violino, embora não fosse Stradivarius. Muito obrigado aos comentadores, em especial ao Estácio Araújo.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Vila de Ala

Vila de Ala é freguesia sobre si e terra de pedreiros e músicos. O último construtor de gaitas-de-fole de que há memória na terra foi ti José Baptista, que emigrou para o Brasil, onde acabaria por falecer. Procurei se haveria alguma gaita construída por ele, mas o meu anfitrião, o alcaide Manuel Sousa, disse-me que desconhecia.

Em 1758, a crer na informação do cura local, Luís Fernandes, Vila de Ala contava com 276 pessoas de confissão (sem contar, portanto, com as crianças), distribuídas por 84 fogos.

A cerca de 2 km do casco urbano, situa-se a bonita capela erguida em honra de Nossa Senhora da Orada. Segundo me relatou Manuel Sousa, é tradição oral entre a população que tal templo foi mandado edificar pelo Mestre de Avis, após batalha de que teria saído vitorioso. Numa inscrição sita por baixo do palanque encontra-se mencionada a data de 1118. Contudo, por se achar redigida em numeração árabe, não nos merece qualquer credibilidade. Uma parte do muro foi alçada com recurso a pedras que saíram das paredes do templo, aquando da sua reestruturação. Possuem marcas de canteiro, conforme se pode observar na foto.
O prelado do séc. XVIII deixou escrito que "vem alguas prociçons com ladainha à dita ermida maxime vem a villa de Bemposta e todos os lugares do seu concelho que são Peredo, Algozinho, Tó e Brinhozinho e nesta ocasiam vem acompanhando a prociçam dos juizes ordinarios da dita villa e terra e mais officiais da camera e todos os juizes dos lugares todos com suas varas nas mãos levantadas sem embargo de ser destrito e jurisdiçam da villa do Mogadouro. E nam há quem dê notícia do princípio desta antiguidade..."
 Bonita e singular fonte de mergulho, que foi adaptada devido às medidas de protecção da saúde pública.

 Pormenores arquitectónicos.
 Interessante arruamento em granito. Este não necessita de manutenção...
 Casa com sinais arquitectónicos de ter pertencido a gente rica e poderosa, muito provavelmente de origem judaica.
 Interessante e bonito casario, que pertenceu aos antecessores de Manuel Sousa.
Canteiro operativo - estátua em homenagem aos pedreiros locais, da autoria de João "Ferrinho", do Azinhoso.
Canteiro especulativo?

Deixo aqui um forte abraço ao alcaide, pela disponibilidade e amizade com que me brindou.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Mais fotos da história recente de Mogadouro

Pertencentes ao espólio da família de Manuel Maria Pires e divulgadas na respectiva página do Facebook.