segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os nossos antípodas

Como é do conhecimento geral, o termo "antípoda" designa um ponto da Terra diametralmente oposto a outro. Há poucas localidades com outras rigorosamente antípodas. Mogadouro é um desses casos raros. Tem uma cidade antípoda. Tem nome de pessoa: chama-se "Nelson" e fica na Nova Zelândia.
Clicar na imagem para ampliar.
Fica o agradecimento ao Jorge Lira pela informação. E, tal como ele diz, aqui está um bom pretexto para uma geminação...

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Catacumba e Tasca Vegetariana - Festival Terra Transmontana

Durante os próximos dias 8, 9 e 10 de Julho, no âmbito do Festival da Terra Transmontana a decorrer em Mogadouro, estarão abertas a "Catacumba", na Rua da Hera, e a "Tasca Vegetariana", na Rua dos Távoras, n.º 10. Para os amigos que nos quiserem visitar, deixo aqui algumas sugestões apelativas:
Temos um menu bastante rico, com aposta nas comidas à base de caça. Durante a noite, haverá música ao vivo, com o músico residente, Victor Lopes ("Pop"). No sábado, temos a Queimada Galega, com a presença de gaiteiros para animar a sessão. Se desejarem o delicioso arroz de lebre, confeccionado pelo Ângelo Pereira, terão que encomendar previamente (clicar na imagem para ampliar).
 Hambúrguer vegetariano.
 Espetadas vegetarianas.
Localização (apesar de estar escrito R. João de Freitas, trata-se efectivamente da Rua dos Távoras, embora sem placa a identificá-la - vá lá saber-se porquê...).

terça-feira, 5 de julho de 2016

Festival da Terra Transmontana


É já na sexta-feira que se inicia mais uma edição do Festival da Terra Transmontana, em Mogadouro. Oportunidade para ouvir falar de contrabando (no dia 9, sábado, às 16h 30, na igreja matriz), para se divertir com a animação de rua, assistir a espectáculos musicais e, sobretudo, para se deliciar com os petiscos da "Catacumba" (Rua da Hera), ou com as especialidades vegetarianas na "Tasquinha Vegetariana"(Rua dos Távoras). Mogadouro ficou mais perto com a abertura do túnel do Marão e com o IC 5. A distância já não é desculpa para não nos vir visitar...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Histórias de antanho

A recuperar de delicada operação ao cérebro, minha mãe conserva intacta a memória prodigiosa que lhe permite desfiar complexos novelos de intrincadas relações familiares e relatar histórias de antanho, que me deliciam e me fazem sonhar com um passado rico de relações comunitárias, numa aldeia outrora plena de gente.
Uma dessas viagens conduziu-me a um longínquo parente e ao início do seu historial de família. O então rapazote deixou-se seduzir por donzela que, segundo os parâmetros de compatibilidade conjugal da época, não estava reservada para a sua humilde condição social.
Mas, isso não o desanimou. Tanto porfiou, que acabou por arranjar maneira de marcar encontro secreto com a sua musa. Levou consigo um parente que ficou de atalaia, para assegurar que ninguém perturbaria os pombos no ninho do amor (acabou por ser ele o relator da aventura, visto que as escassas paredes de tabique não abafavam os sons).
Uma vez instalados, o rapaz buscou com sofreguidão o prémio que lhe permitiria ultrapassar a mais que previsível resiliência parental. Entrou com tudo. Ela soltou um sonoro gemido:
- "Ai Antonho, que já está cá drento!"
Triunfante, o macho, ciente da conquista irrevogável, rematou:
- "Já eze minha, caralho!"

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Mogadouro em 1943

Graças à mão amiga do Nuno Trindade, chegou-me parte do anuário de 1943, respeitante ao concelho de Mogadouro. O documento faz a caracterização sócio-económica do concelho, com indicação de serviços administrativos e menção das diversas actividades económicas, onde cabem desde pensões, serviços de transporte de passageiros, comércio, agricultura, etc. Precioso!
Fiquei a saber que existia um tribunal de execuções fiscais, com juiz e escrivão. Que havia uma notável promiscuidade e acumulação de funções de algumas pessoas, como, por exemplo, o dr. Júlio Amarelo que era, simultaneamente, advogado, delegado e comandante da Legião Portuguesa, vogal da câmara municipal e conservador do registo predial. Ou o dr. Altino Pimentel que era, igualmente, advogado, conservador do registo civil  e presidente da câmara municipal!
O feriado municipal era a 18 de Junho e não a 15 de Outubro, como actualmente.
Como barbeiros, tínhamos Francisco Cavadas e Mário de Sousa. Havia 3 alfaiates. Quatro casas de pasto, de António Russo, Gregório do Nascimento, José Luiz Gouveia e José Pardal. Alugavam camionetas os senhores António Joaquim Rodrigues, Casimiro Martins e José Aníbal Machado. Exerciam a profissão de ferradores Francisco Roxo, Júlio Alfredo Rodrigues e Júlio Galego. Era regente da Filarmónica Recreativa Mogadourense, o sr. Alberto Freitas. Ramiro Lopes era depositário de gasolina. Etc, etc, etc...

terça-feira, 31 de maio de 2016

Inquisição e tortura

No âmbito do evento que se pretende levar a cabo em Vilarinho dos Galegos, dedicado essencialmente ao marranismo (mas não só), que irá ter como principais atractivos a música e a gastronomia,haverá uma exposição dedicada aos horrores da Santa Inquisição. Pedi ao meu amigo e talentoso artista plástico portuense, Pedro Rocha, que me construísse réplicas de instrumentos de tortura utilizados pela Inquisição. Aqui fica a primeira amostra:


domingo, 29 de maio de 2016

Convívio benfiquista no Juncal - Peredo da Bemposta

Como já vem sendo tradição, os benfiquistas de Peredo da Bemposta voltaram a reunir-se no Juncal, junto ao rio Douro, para celebrar o seu amor incondicional a essa grandiosa instituição que é o Sport Lisboa e Benfica. Nas vitórias, como nas derrotas, arranjam sempre um tempinho para festejar e cantar a plenos pulmões o seu benfiquismo. O local é paradisíaco. A tradicional fartura gastronómica transmontana faz o resto. Haja (como há sempre) boa disposição e a festa não necessita de mais nada. À nossa boa e velha maneira, não criticámos (nem sequer invocámos) agremiações rivais, nem quem nos procurou achincalhar durante uma época inteira. Aqui não se discutem arbitragens, nem maus fígados alheios. Apenas e só o Glorioso! A inveja e o ódio dos rivais alimentam a nossa glória... SLB!



Resta acrescentar que a feijoada estava óptima. Um abraço à Amélia e ao Diamantino e a todos os que colaboraram na organização deste ano. Obrigado ao Pedro pela cedência das imagens.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Espionagem e traição - 1580

Numa altura que está tão em voga o tema da espionagem, graças ao caso do agente do SIS que foi apanhado a vender segredos aos serviços secretos russos, cumpre aqui relembrar algumas situações que envolveram a nossa terra à data da tomada de poder pela dinastia dos Filipes após o desastre de Alcácer Quibir. Os nobres locais pautaram a sua conduta pela covardia e traição, oferecendo ao invasor todas as informações e condições necessárias para que a intrusão se tornasse num alegre passeio militar. Um dos espiões aconselha mesmo o Conde de Alba a entrar por Miranda, Bemposta, Mogadouro e Mirandela que eram possessões de Luís Álvares de Távora e que logo se renderiam.
"D. Leonor Henriques, mãe e tutora de D. Luís Álvares de Távora, apresenta ao rei Filipe II todos os serviços prestados  «para trazer gente passante de 10.000 vassalos para o lado de sua Majestade, em detrimento de D. António, Prior do Crato». Por isso pede ao rei «que fizesse mercê que as vilas de Mogadouro, Mirandela e Alfândega e lugar de Sambade e alcaideria mor de Miranda que aquela casa tem de mercê e agora as tem seu filho em sua vida lhe fique de juro e que a comenda que seu filho agora tem, fique por duas vidas mais». Pelo que se depreende deste documento, Filipe II fazia-lhe mercê só por uma vida da Alcaidaria mor e do ofício de couteiro mor das caças das perdizes. Dona Leonor diz que a casa de Távora é das mais antigas e honradas do reino e que as ditas vilas e comenda andaram sempre nela sem haver memória de nome em contrário.
Queixa-se esta nobre senhora do pouco que lhe é concedido em comparação com outras pessoas que fizeram menos por sua Majestade e receberam muito mais." (António Rodrigues Mourinho, in "Brigantia", Vol. XII, N.º 2, 1992).

terça-feira, 17 de maio de 2016

ACISM tem novos corpos gerentes

Decorreram ontem as eleições para os corpos gerentes da ACISM (Associação Comercial Industrial e Serviços de Mogadouro). Apresentaram-se duas listas a escrutínio. No final, após se ter registado a participação de 103 votantes, saiu vencedora a lista B, com os seguintes resultados:
Direcção: Lista A - 42; Lista B - 58; brancos e nulos - 3.
Assembleia-Geral: Lista A - 43; Lista B - 57; brancos e nulos - 3.
Conselho Fiscal: Lista A - 42; Lista B - 59; brancos e nulos - 2.

Eis os elementos da lista vencedora:


Agora, há que deitar mãos à obra e tentar criar eventos que promovam e defendam os interesses do comércio local. Impõe-se igualmente uma revisão dos estatutos, nomeadamente na parte em que permitem que associados sem qualquer ligação ao concelho de Mogadouro possam ter poder de decisão na vida associativa local.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O Ratinho e ti Manuel Relojoeiro

São duas figuras incontornáveis da cena mogadourense do século passado. Ainda os conheci bem. Pode-se dizer que eram dois poetas populares.
Com a devida vénia a António José Salgado Rodrigues, que os publicou na sua página de Facebook, aqui se transcrevem os versos ( redacção com revisão dos erros ortográficos) dedicados por ti Manuel Pintor ("Relojoeiro") ao Ratinho, após a sua morte:

"MOGADOURO DE LUTO

MORREU O RATINHO
(Adeus Ratinho)

Morreu o velho Ratinho,
Perdeu a vila um tesouro,
Baixou o preço do vinho,
Nas tascas de Mogadouro.

Todos disseram coitado,
A ninguém fazia mal,
Com a garrafinha ao lado,
Viva o nosso Portugal.

Cantava hinos ciganos,
À porta dos benfeitores.
Assim de ano para ano,
Arranjou alguns valores.

Pela família abandonado
Vida fora do normal.
Morreu muito bem tratado
Numa cama do hospital.

Só bebia vinho tinto,
Não gostava de aguardente,
Dizia a todos, não minto,
E canto para toda a gente.

Uma ilustre senhora,
Dotada de dotes mui nobres,
Foi sua procuradora
E sempre amiga dos pobres.

Seguiu para Castelo Branco,
Nessa terra sepultar.
Todo vestido de branco,
Para nunca mais voltar.

Adeus Ratinho.

Mogadouro 2-4-87
MANUEL PINTOR."


     Ratinho (fotografado por F. dos Santos).

António Salgado Rodrigues conta ainda uma hilariante história que se passou com o Ratinho:

"Uma ocasião, indo eu de Valverde para Meirinhos, encontrei-o à saída e fomos os dois.Chegados a Meirinhos fomos para a minha adega. Surgiram alguns amigos meus, bebeu-se uma rodada, e enquanto conversava com eles, dei pela falta do Ratinho. Qual o nosso espanto, quando o vemos deitado de barriga para o ar, com a boca na torneira a atestar ..."

terça-feira, 10 de maio de 2016

Mogadourenses na Universidade de Salamanca (1580-1640)

Aqui fica o registo de alguns estudantes mogadourenses que frequentaram a Universidade de Salamanca durante o domínio filipino:
- António Leitão (Mogadouro): estudou Artes (1584/86);
- António Martins (Mogadouro): estudou Gramática (1585);
- António Martins (Mogadouro): estudou Artes (1595);


- António Martins (Macedo do Peso): estudou Gramática (1625);
- António Mendes (Mogadouro): estudou Artes e Teologia (1592/94);
- António de Morais Dantas (Mogadouro): estudou Cânones e Direito (1621/26);
- António Peres (Meirinhos): estudou Gramática (1586);
- António Preto (Castanheira): estudou Gramática (1583);
- António Ramos (Granja de Gregos/Saldanha): estudou Artes (1629/30);
- António Rodrigues (Azinhoso): estudou Gramática (1638);
- António Vaz (Castro Vicente): estudou Cânones (1588);

Biblioteca da Universidade de Salamanca (foto: https://apaixonadaporviagens.com)

- Baltasar Pereira (Brunhoso): estudou Gramática, Direito e Cânones (1624/1638);
- Baltasar Pereira (Brunhoso): estudou Artes e Medicina (1639-1647);
- Baltasar da Rosa (Castanheira): estudou Direito e Cânones (1621/24);
- Bartolomeu Fernandes (Mogadouro): estudou Gramática (1582);
- Bartolomeu Fernandes (Mogadouro): estudou Direito (1592);
- Bartolomeu Pereira (Brunhoso): estudou Artes (1641);
- Bartolomeu Rodrigues (Macedo do Peso): estudou Direito (1616/17);
- Belchior Fernandes (Castro Vicente): estudou Cânones (1604);
- Belchior Pinto (Mogadouro): estudou Direito e Cânones (1634/35);
- Belchior Sequeira (Gregos/ Saldanha): estudou Artes (1604/05);
- Bernardo Henriques (Mogadouro): estudou Direito (1587/91);
- Brás Camelo (Azinhoso): estudou Direito e Cânones (1599/1605);
- Brás Fernandes (Ventozelo): estudou Cânones (1581);
- Brás Fernandes (Ventozelo): estudou Gramática (1596/99);
- Brás Fernandes (Ventozelo): estudou Cânones (1606/10);

Fonte: Ángel Marcos de Dios (in Brigantia).

Nota 1: há mais, mas, por agora fico por aqui.

Nota 2: presumo que não se encontrariam lá a estudar ao abrigo de qualquer espécie de "contrato de associação"...

terça-feira, 19 de abril de 2016

Assembleia Constituinte - António Ruano

Como é do conhecimento geral, celebra-se este ano o quadragésimo aniversário da Constituição da República Portuguesa, aprovada em 1976. Para que o documento visse a luz do dia foi necessário proceder a eleições que indigitaram a chamada "Assembleia Constituinte", que teve em mãos a responsabilidade de elaborar e fazer aprovar o texto fundamental da nação. O que poucos mogadourenses saberão é que entre os deputados que a integraram, pontuou um conterrâneo nosso: António Maria Lopes Ruano, eleito pela lista do PPD do círculo eleitoral do distrito de Bragança.

Clicar nas imagens para ampliar.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Jornada cultural com Paco Díez, em Mucientes, Valladolid

Em resposta a um convite do reputado músico Paco Díez, fomos hoje a Mucientes, perto de Valladolid, visitar as instalações da sua "Aula Museu". A comitiva foi composta por mim, pelo Victor Lopes, pelo Jorge Lira e pelo alcaide de Vilarinho dos Galegos, Manuel Garcia. A simpatia do anfitrião só tem comparação na grandiosidade das instalações do seu museu e sala de espectáculos.
Antes da visita guiada, tivemos direito a um lauto repasto, servido a doze metros de profundidade, na sua magnífica bodega (que em comparação com a minha "Catacumba", apelidei de "catedral", tal a dimensão e qualidade das respectivas instalações). Aproveitámos o ensejo para gizar as bases de uma iniciativa cultural que, caso se venha a concretizar, irá enriquecer sobremaneira o panorama do concelho de Mogadouro em geral e a aldeia de Vilarinho dos Galegos, em particular.
 A equipa, antes de mergulhar nas profundezas da terra (o Jorge estava atrás da máquina).
 Além de um excelente músico, de reconhecida categoria, Paco Díez exibe dotes de muito bom cozinheiro. Aqui estava em plena confecção de umas deliciosas sopas de alho, que abriram as hostilidades. Seguiram-se secretos de porco e morcela de Burgos, acompanhados por um bravo "Pinna Fidelis".
 Tivemos ainda direito a queimada galega, acompanhada pela leitura do respectivo esconjuro.
 A seguir à animada troca de ideias, veio o momento musical com actuações do anfitrião, do Victor e do Jorge.
 Aspecto do auditório, por onde passam grandes e prestigiados músicos ao longo do ano.
 A visita guiada ao museu incluiu algumas performances do Paco, que nos deixaram maravilhados. Até com dedais e uma frigideira consegue fazer música!
Algumas das muitas peças expostas.

sábado, 2 de abril de 2016

Tascas de Mogadouro

Enquanto esperamos pela publicação do trabalho do amigo Victor Valdemar Lopes sobre as tascas de Mogadouro, vamos recolhendo aqui e ali alguns depoimentos interessantes. Em dia estafante, após árduo trabalho agrícola, encontrei-me com a habitual trupe no restaurante "Paladares de Sempre", propriedade do simpático e competente casal Eduardo e Natércia. Ti Henrique "Cigarrilha", com a sua habitual proverbialidade, começou a fazer desfilar uma galeria de personagens únicas e inimitáveis que pontuaram o quotidiano mogadourense.

Velho livro de contabilidade da tasca de meu avô.
Lembrei-me de uma história que me contou meu avô paterno, José Lopes, natural de Carviçais (mais conhecido por ti Zé Cató), que foi proprietário de uma tasca em Bruçó. Dizia ele que quando determinado grupo começava a jogar à sueca, e depois de já estar bem bebido, misturava nas canecas metade vinho e metade água, para fazer render a noite. Todos bebiam a mistela sem protesto. Excepto um. Esse, que era o que bebia mais, quando sentia que o vinho tinha sido adulterado, dizia logo: "ó ti Zé, não baptize o vinho!"
Vem isto a propósito da tasca do "Chico Padrinho" que, segundo ti Henrique contou, secundado por outros presentes, lavava os copos do vinho tinto numa pia de pedra cheia de água. A páginas tantas, a água da pia já estava tão tingida, que os últimos clientes bebiam-na como se fosse vinho....

sábado, 26 de março de 2016

Batida aos lobos - Castanheira, 1966

A edição de 01 de Abril de 1966 do jornal "Mensageiro de Bragança" dava-nos notícia de uma batida aos lobos ocorrida na serra da Castanheira, em 20 de Março desse ano:

"No dia 20 de Março, realizou-se uma batida aos lobos na serra da Castanheira, concelho de Mogadouro.
Foi organizada pela Comissão Venatória do Norte, com a colaboração dos Serviços Veterinários e da Câmara Municipal.
Iniciou-se às 9 e 30 horas, compareceram caçadores de Moncorvo, Rebordosa, Mogadouro e concelho. Reuniram-se 40 caçadores, e um reduzido número de batedores, pois não compareceram devido, talvez, ao frio e ao trabalho não ser remunerado. Viu-se 1 lobo e 5 raposas sendo abatida 1 uma delas pelo caçador, sr. Nicolau Ferreira. É de lastimar a falta de interesse da Comissão Venatória Concelhia, que nem sequer se dignou aparecer na recepção aos atiradores e na própria batida. É também de salientar a a prestável colaboração da Venatória Regional do Norte bem como dos Serviços Veterinários Municipais. De salientar ainda e agradecer ao senhor Francisco Roxo o valioso auxílio que prestou a tão útil batida. Pena foi, que os batedores e até os caçadores comparecessem em tão pequeno número, não podendo , assim, ser dizimada uma maior quantidade de animais ferozes, que trazem assustadas as populações da região." (fonte: "Mensageiro de Bragança", edição de 24 de Março de 2016)
Lobo (canis lupus). Foto: ICNF.

Desta notícia, destaco dois pormenores: o louvável alheamento dos caçadores locais e a presença do pai de Daniel Roxo. Quanto à ferocidade do bicho, posso testemunhar que já avistei um, em plena serra de Gajope, a cerca de dez metros de distância e... foi ele que fugiu de mim!

terça-feira, 22 de março de 2016

Semana da leitura na Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Mogadouro

A convite da Direcção do Agrupamento de Escolas de Mogadouro, estive no pretérito dia 14 de Março na Biblioteca Escolar, a participar na "Semana da Leitura". Foi uma hora bem passada com os alunos de uma turma de 9.º ano. Deixo aqui o meu agradecimento pelo convite à Direcção escolar e um elogio à responsável da biblioteca, prof.ª Carla Ferreira, pela forma perfeita como tudo decorreu.
 Momento da apresentação.
Entrega de lembrança.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Exaltação da Capa de Honras Mirandesa e "Três Culturas Três" - jornada cultural no Planalto

O meu amigo Mário Correia costuma dizer que é um privilégio viver no Planalto. E, de facto, há dias assim. A jornada cultural começou em Miranda do Douro com a cerimónia de exaltação da Capa de Honras Mirandesa. Esta rica peça de vestuário, confeccionada em burel, que outrora servia para abrigar as gentes de Mirando Douro e Terras de Aliste durante os "nove meses de Inverno" que assolavam a região, serve hoje como mais um importante marco cultural da zona que abrange territórios dos dois lados da fronteira luso-espanhola. Tive o prazer e a honra de envergar uma capa, gentilmente cedida pelo Dr. Artur Nunes para a ocasião. Parabéns ao Município por mais esta iniciativa de valorização do património e da cultura deste rincão.

Em frente aos Paços do Município, juntamente com alguns convidados e anfitriões. 

Fotografia de família, em frente à Sé de Miranda do Douro (foto: Luís Falcão).

Isto, foi durante a manhã e parte da tarde. Depois, à noite, já em Mogadouro, foi tempo para me deliciar com o magnífico espectáculo musical do projecto "Tres Culturas Tres", liderado por Paco Díez e composto pelos seguintes elementos: Wafir S. Gibril, Raul Olivar, Carlos Ramírez, Isabel Martín e Tessi Ladera (bailarina).

Além das deslumbrantes performances musicais, este concerto trouxe ainda momentos de refinado humor (como, por exemplo, quando Wafir fala de si e diz "yo soy musulman. Mi mujer es musul... woman!"), algumas reflexões sobre o sentido e as ligações intrínsecas entre as três grandes religiões monoteístas (daí o nome do projecto), bem como declarações com sentido de intervenção (como quando se disse que ao invés de reagirmos às desgraças com um minuto de silêncio, devíamos, outrossim, reagir com um forte grito de raiva e indignação).

Simplesmente fantástico!

 









"Apanhado" na plateia (foto: Luís Falcão).

Resta acrescentar que o Paco Díez, com um generoso gesto de amizade, ainda teve a preocupação de trazer um presunto ibérico para ser degustado na "Catacumba". Grande abraço!