quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Letras à Solta: António Pinelo Tiza

Numa iniciativa cultural associada às comemorações do Dia Internacional do Livro, o Município de Mogadouro promoveu uma interessantíssima tertúlia com o autor António Pinelo Tiza, que girou em torno de um tema que é especialmente caro às nossas terras e gentes: a máscara e os rituais de solstício de Inverno. Para os iniciados sobre a temática em questão, o nome de António Pinelo Tiza dispensa apresentações. É um dos nomes incontornáveis da investigação nesta rica área. Tem uma já vasta obra a atestá-lo.
Quanto à sessão propriamente dita, posso garantir-vos que foi um serão fantástico. O autor expôs diversas ideias, de forma clara e muito bem esquematizada. Sem ser demasiado exaustivo, foi assertivo, focando os pontos nucleares em torno dos rituais de Mogadouro. Seguiu-se um enriquecedor debate, com diversas intervenções do público presente, que contribuíram para novas e interessantes abordagens.
Ficou no ar a promessa de outras iniciativas do género, a promover no espaço da Biblioteca Trindade Coelho, que oferece excelentes condições para tal. Fico a aguardar com expectativa novos convívios com "Letras à Solta". Os meus sinceros parabéns à organização e a todos os intervenientes.
 A minha filhota (em primeiro plano) na sua primeira actuação em público. Temos gaiteirica!

O painel, composto pela senhora vereadora da Cultura, Virgínia Vieira, pelo senhor presidente do município, Francisco Guimarães e pelo Dr. António Pinelo Tiza.
Fotos: Antero Neto.

A vila de Mogadouro, há cerca de 40 anos atrás

Agora que se aproxima a comemoração dos 40 anos do 25 de Abril, veja como era a vila nos anos setenta do século passado.

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domingo, 20 de Abril de 2014

Apresentação do livro "Contas que a minha mãe me contava...", de António Cangueiro

Foi com imenso prazer que me desloquei a Bemposta para mais uma jornada de Cultura local. E foi com prazer porque fui assistir à apresentação de um livro de autoria de uma pessoa que conheci há relativamente pouco tempo, mas que depressa aprendi a respeitar e admirar. Falo de António Cangueiro. Natural de Bemposta, fez a maior parte do seu percurso biográfico nos quadros da Marinha de Guerra Portuguesa. Em 2005 licenciou-se no ISCAL. É um conterrâneo nosso extremamente devotado à causa da Cultura transmontana. Recordo que foi o responsável pela tradução do meu conto "Pedro" para a língua mirandesa (pode ser lido nos "Homens de Granito"). Este livro, "Contas que a minha mãe me contava", é um interessante repositório da tradição oral local. Com ilustrações da responsabilidade de sua filha, a arquitecta Sara Cangueiro, a obra dá-nos a conhecer o universo imaginário do fantástico transmontano. Algumas histórias são conhecidas de todos, mas o autor reveste-as com roupagens peculiares, fazendo-nos recuar ao maravilhoso tempo em que não havia telenovelas para alienar as massas. Parabéns a António Cangueiro, a sua mãe Maria Joaquina Garcia e a Mário Correia pela deliciosa apresentação que nos proporcionou. Parabéns igualmente à Junta de Freguesia local, na pessoa de António Martins, que mais uma vez demonstrou o seu apreço pela Cultura, e ao município local, representado pela senhora vereadora da Cultura, Virgínia Vieira.
 O autor (foto: Antero Neto)
 Eu e o autor (foto: Pimenta de Castro).
A mesa (foto: Antero Neto).

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Incursão arqueológica por Tó, Travanca e Palaçoulo

O bom tempo convida a sair para o campo e para revisitar a riqueza patrimonial das nossas terras. Desta feita, tive o privilégio de poder acompanhar uma equipa chefiada pela Dra. Maria de Jesus Sanches, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e uma das arqueólogas mais prestigiadas a nível internacional. Recordo que é nossa conterrânea, natural de Peredo da Bemposta. Possui um curriculum académico verdadeiramente impressionante, sendo considerada uma das maiores autoridades nesta matéria. Por essa razão, a incursão revestiu-se de acrescido interesse, pois permitiu-me apreender conceitos novos e enriquecer sobremaneira o conhecimento rudimentar que nesta área possuo.
Começámos por Tó, onde regressei àquilo que designo por "fraga das covinhas". Tivemos novamente a Manuela e a D. Balbina a conduzir-nos a este interessante conjunto, onde descobri gravuras que me tinham passado despercebidas, nomeadamente os filiformes, ou "unhadas", que enchem o local.

 A fraga das covinhas (em Tó) e pormenor do painel, onde se podem observar as "unhadas" junto às covinhas.
 E se de repente um arqueólogo sacar da gaita de foles e desatar a tocar belas músicas no meio da floresta? Magnífico momento que haveria de se repetir em Palaçoulo.
 Pequeno painel de arte rupestre que tinha passado despercebido, e que praticamente só é observável com recurso a iluminação artificial.
 A preparar a merenda, já em Palaçoulo.
O cervídeo do Passadeiro, que ainda irá dar que falar...
Fotos: Antero Neto (clicar nas imagens para ampliar).
A finalizar este registo, resta agradecer ainda ao meu irmão João e a António Cangueiro, que nos serviram de guias em Palaçoulo. A propósito de António Cangueiro, não posso deixar de registar aqui a explicação que ele me deu para as gravuras (unhadas) dos locais de Carvão e Passadeiro. No primeiro caso, diz ele que como nas imediações há várias hortas e um ribeiro, as unhadas representariam as vezes a que cada um dos vizinhos tinha direito de usar a água para rega. No segundo caso, teria sido um pastor que estaria a anotar na parede da fraga as cabeças de gado, à medida que estas atravessavam a ribeira para o outro lado, para que não se perdesse nenhuma...

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Mogadouro e as acessibilidades. Um pouco de história

Dois pequenos e curiosos apontamentos a propósito das acessibilidades de Mogadouro. No primeiro, a "Gazeta dos Caminhos de Ferro" (1933) dá-nos conta da afectação de duas composições da Linha do Sabor aos dias de feira em Mogadouro.
 O segundo é um trecho de um acalorado debate na Assembleia da República, em Novembro de 1984, entre os deputados Hernâni Moutinho (CDS) e Raul Rego (PS) em que, a propósito das estruturantes vias rodoviárias gizadas para Trás-os-Montes, se fala da estrada entre Izeda e Mogadouro.
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quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Quinta de Nogueira - apontamento histórico

Agora que se encontra à venda, fica aqui mais um breve apontamento histórico sobre a Quinta de Nogueira, interessante e rica propriedade de que já aqui se falou por diversas vezes. Numa crónica de 5 de Março de 1860, dá-se notícia do arrendamento da Quinta de Nogueira, Quinta Nova e Lameiro do Conde, propriedades do Estado, confiscadas à casa dos Távoras, a um Theodoro Pinto Basto, pela quantia de 1.550 réis. Mais se refere um pormenor delicioso: a Quinta de Nogueira foi gizada pelos Távoras para responder à tapada real de Vila Viçosa. Rivalidades de então...

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Foto: Antero Neto

terça-feira, 8 de Abril de 2014

Pontes sobre o Sabor

 O futuro.
 Nostalgias...
O resto do velho sobreiro onde tantas vezes deixámos o carro à sombra...
Fotos: Antero Neto (clicar nas imagens para ampliar).

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Linha do Sabor - Recordações

 Bruçó.
Bruçó.
 Mogadouro.
Mogadouro.
 Urrós.
Urrós.
 Variz.
Variz.

Nota: estas fotos encontram-se à venda no site Ebay. Fica a informação para quem pretenda adquirir os originais.

terça-feira, 1 de Abril de 2014

Estação de Mogadouro


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domingo, 30 de Março de 2014

Regresso ao Medal

A notícia da descoberta de ossadas no pequeno habitat do Medal aguçou-me a curiosidade e fez-me voltar lá. Possivelmente, terá sido a última vez, pois toda aquela área vai ficar debaixo de água. É uma dor de alma...

 O Medal visto de um ponto mais alto.
 Aspecto das escavações arqueológicas no interior do templo.
 A capela do Medal.
Fotos: Antero Neto.
Segundo Santos Júnior, um dos crimes que era imputado com maior frequência aos incautos que visitavam a aldeia de Meirinhos no dia da festa da "Matança do Porco-Bispo" era o de ter furtado os sinos da capela do Medal. A ironia da coisa residia no facto de a capela nunca ter possuído tais adornos.

Fica aqui, mais uma vez, o agradecimento ao Luís Fernandes, alcaide de Meirinhos, que teve a amabilidade e a paciência de me guiar novamente ao local, bem como ao meu mano João, que levou a viatura.

sexta-feira, 28 de Março de 2014

Manuel Sampedro visto por Benjamim Pereira

José Manuel Sampedro (ou São Pedro) foi, tudo o indica, um dos mais importantes e emblemáticos tocadores de gaita de foles do Planalto. Natural de Travanca, Mogadouro, já aqui tinha falado dele. O seu nome surgiu-me novamente numa entrevista feita ao investigador Benjamim Pereira, que o menciona denotando clara admiração:
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José Manuel Sampedro.

quinta-feira, 27 de Março de 2014

Reorganização do Mapa Judiciário

Foi hoje publicada em DR a lei que procede à reorganização do Mapa Judiciário. Aqui ficam os principais aspectos atinentes a Mogadouro:



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Pinceladas primaveris






Fotos: Antero Neto (clicar nas imagens para ampliar).
Quem passear pelos campos do concelho de Mogadouro arrisca-se a deparar-se com cenários destes...

quarta-feira, 26 de Março de 2014

Arte paleolítica no Medal

A notícia não é nova, mas nunca tinha visto imagens das placas com arte rupestre encontradas no Medal, Meirinhos. Parecem uma espécie de "tablets" do paleolítico... (agora, insisto eu, só falta mesmo um Museu condigno).

Clicar nas imagens para ampliar. Fotos retiradas da página do Facebook de Francisco Guimarães.